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O clássico entre Philadelphia Eagles e Washington Commanders terminou em clima de forte tensão no sábado à noite e foi marcado por uma confusão generalizada no último quarto, que resultou na expulsão de três jogadores. O confronto, válido pela NFL, acabou com vitória dos Eagles por 29 a 18, resultado que garantiu à equipe da Filadélfia o bicampeonato consecutivo da Divisão Leste da Conferência Nacional (NFC).
🚨🚨BREAKING NEWS🚨🚨
A MASSIVE BRAWL AND FIGHT HAS BROKEN OUT IN THE #EAGLES – #COMMANDERS GAME.
Every single flag and hat were thrown by every ref on the field.
PUNCHES THROWN BY BOTH SIDES.
HOLY SH*T. THIS IS BONKERS TO WATCH.
pic.twitter.com/ZdiCDmRbqb— MLFootball (@MLFootball) December 21, 2025
A briga aconteceu logo após a conversão de dois pontos que ampliou a vantagem dos Eagles em um momento decisivo da partida. O lance inflamou ainda mais os ânimos em um duelo já carregado pela rivalidade histórica entre as duas franquias. De acordo com informações da agência Associated Press (AP), os jogadores Javon Kinlaw e Quan Martin, do Washington Commanders, e Tyler Steen, do Philadelphia Eagles, foram desqualificados após serem punidos por rudeza desnecessária.
A confusão envolveu empurrões, trocas de socos e se espalhou pelo gramado enquanto os árbitros tentavam conter os jogadores, lançando diversas bandeiras para marcar as infrações. O momento mais tenso ocorreu quando seis atletas dos Commanders avançaram contra um jogador dos Eagles, intensificando o confronto coletivo antes da intervenção definitiva da arbitragem.
Após a partida, o running back Saquon Barkley, dos Eagles, relacionou o clima hostil dentro do estádio à longa rivalidade entre as equipes. “Tem muita história entre a gente. Os torcedores brigavam, e isso acabou refletindo no jogo. Eles não gostam da gente, e a verdade é que a gente também não gosta deles”, afirmou o jogador.
A decisão do técnico Nick Sirianni, dos Eagles, de tentar a conversão de dois pontos após o último touchdown foi apontada como um dos estopins da confusão. Questionado se a jogada poderia ser interpretada como falta de respeito, o treinador dos Commanders, Dan Quinn, evitou críticas diretas, mas deixou claro que o clima de rivalidade deve continuar. “Se é assim que eles querem jogar, tudo bem. Vamos enfrentá-los de novo em duas semanas”, declarou em entrevista coletiva.
O linebacker Bobby Wagner, de Washington, também minimizou a polêmica e destacou o aspecto competitivo do duelo. “É isso aí. Talvez seja desrespeitoso, talvez não. Mas o nosso trabalho é pará-los. Simples assim”, disse.
Nick Sirianni, por sua vez, defendeu a escolha com base em critérios estratégicos. “As estatísticas indicavam que era a melhor decisão naquele momento. Em jogos de divisão, a emoção sempre é alta. É um confronto de ida e volta, com jogadores duros dos dois lados”, explicou o treinador, lembrando que as equipes se enfrentaram na final da NFC na temporada passada.
Depois que a confusão foi controlada, líderes dos dois times trocaram palavras ainda no campo. Barkley revelou um conselho recebido de Wagner, que alertou sobre os riscos de se machucar ou sofrer multas pesadas. “Não vale a pena. A gente precisa ser mais inteligente”, reconheceu o jogador dos Eagles.
Dentro do vestiário dos Commanders, a decisão de buscar os dois pontos foi encarada como algo natural. O wide receiver Terry McLaurin destacou que, em um clássico desse porte, não há espaço para concessões. “Eles estavam vencendo e não iam aliviar. Cabe a nós impedir”, afirmou, ressaltando que esse tipo de rivalidade dificilmente deixará de existir.
Apesar de erros no início da partida, como um fumble na devolução do kickoff e falhas em chutes, o quarterback Jalen Hurts teve boa atuação, completando 22 passes para 185 jardas e dois touchdowns, além de correr para 40 jardas. Saquon Barkley contribuiu com 132 jardas terrestres e um touchdown. Com o triunfo, os Eagles chegaram à marca de 10 vitórias e 5 derrotas, tornando-se o primeiro time a repetir o título da NFC Leste desde a própria sequência entre 2001 e 2004, encerrando a maior seca de campeões consecutivos da divisão na história da NFL.