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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO atleta Lucas Pinheiro Braathen foi desclassificado na prova de slalom do esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, após cair na primeira descida da competição, encerrando a possibilidade de conquistar uma segunda medalha para o Brasil.
Braathen, que fez história no último sábado (14) ao conquistar a primeira medalha de ouro do país em Jogos de Inverno, foi o sexto a descer a pista do slalom, que é menor e mais técnica que o slalom gigante. Apesar de começar forte, sofreu uma queda que o eliminou da disputa.
“A visibilidade é difícil, para ler a textura e o terreno da neve e aí você precisa conectar com seu coração e esquiar com intuição. Eu consegui isso na primeira metade da corrida e eu estou orgulhoso de mentalidade, do espírito que eu esquiei, mas… quando eu cheguei nessa parte, eu tentava puxar e criar toda a velocidade e deixei a disciplina em casa”, comentou Lucas ao Sportv.
Lucas vinha baixando o tempo de McGrath nas suas primeiras parciais e vinha para assumir a liderança da prova. No entanto, ele entrou de frente em um dos portões e não conseguiu frear, caindo na neve, de tão rápido que estava.
“Eu e Atle somos número 1 e 2 na Copa do Mundo. Quando vi o Atle começar, sabia que esse seria o nível. Sabia que eu poderia ser mais rápido que ele, mas precisava dar tudo de mim. Ele achou o equilíbrio. Vou torcer pro meu amigo, quero ver esse subir nesse pódio”, disse Lucas à CazéTV.
“Como tenho sangue brasileiro, gosto de correr, estava animado para essa prova, para trazer esse jeito brasileiro, mas precisava ter sido mais técnico também. Fui intenso demais. Quis trazer essa experiência do outro dia. Mas dias como hoje fazem o atleta que acorda amanhã.”
“Se não fosse por dias como hoje, eu não teria trazido o ouro”, completou, à CazéTV.
Após a prova, Lucas também deixou claro que a forte neve não foi a responsável por sua queda, já que os atletas estão acostumados a lidar com as condições instáveis da montanha.
“Esse é nosso esporte, é a natureza, isso que é legal. Eu já fiz isso [esquiar sob neve pesada] mil vezes”, garantiu. “Naquela seção, fui só com intensidade, e não dá”, reiterou.
A competição conta com 96 atletas, e apenas os 30 melhores tempos da primeira descida avançam para a segunda bateria, que tem a ordem de largada invertida. A classificação final do slalom é determinada pela soma dos tempos das duas descidas.
Outros brasileiros ainda estão na disputa: Christian Oliveira Soevik será o 43º a descer e Giovanni Ongaro, o 57º.
O ouro conquistado por Lucas no slalom gigante representou um marco histórico para o Brasil e para o Hemisfério Sul. Com o tempo total de 2m25s, o país se tornou o terceiro abaixo da linha do Equador a medalhar em uma edição olímpica na neve, atrás apenas de Nova Zelândia e Austrália.
Além disso, o feito de Braathen superou a melhor colocação de uma equipe sul-americana em Jogos de Inverno, até então registrada pela Argentina, que terminou em quarto lugar no bobsled de St. Moritz 1928.
Apesar da desclassificação no slalom, a conquista histórica do ouro no slalom gigante consolida Lucas Pinheiro Braathen como o principal nome do Brasil na neve e deixa expectativa para futuras participações da equipe brasileira nas Olimpíadas de Inverno.





















































































