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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta segunda-feira (5) de uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a crise na Venezuela, intensificada após a captura e prisão de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. O encontro está previsto para ocorrer no período da manhã.
Além da agenda na ONU, o Brasil avalia a realização de uma reunião ministerial extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que pode ocorrer já neste domingo (4), por volta das 14h, no horário de Brasília. A informação foi confirmada pela secretária-geral do Itamaraty e ministra substituta das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.
Diante da escalada da crise, integrantes do governo Lula se reuniram de forma emergencial ao menos duas vezes neste sábado (3) para avaliar o cenário político e diplomático na Venezuela. O segundo encontro terminou no início da noite. Após as reuniões, Maria Laura da Rocha e o ministro da Defesa, José Múcio, falaram com a imprensa.
Questionada sobre a possibilidade de diálogo direto entre Brasil e Estados Unidos, a ministra afirmou que o contato poderá ocorrer conforme o desenrolar das discussões multilaterais. Segundo ela, eventuais conversas devem acontecer durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU. “Não cabe a nós antecipar esse diálogo. Ele pode ocorrer se a ocasião aparecer”, disse.
Maria Laura reforçou que o posicionamento brasileiro seguirá a linha já anunciada pelo presidente Lula mais cedo. De acordo com a diplomata, o Brasil mantém sua defesa histórica do direito internacional, da soberania dos Estados e da rejeição a qualquer tipo de invasão territorial.
“O Brasil continua sendo a favor do direito internacional, que é a posição tradicional brasileira, contra qualquer tipo de invasão e em defesa da soberania dos países. Essa será a posição apresentada na reunião do Conselho de Segurança”, afirmou.
A ministra também destacou que, para o governo brasileiro, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, é considerada a autoridade legítima à frente do país neste momento.
Sobre declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito da atuação norte-americana na Venezuela, Maria Laura adotou cautela. Segundo ela, ainda é necessário aguardar os próximos desdobramentos diplomáticos e políticos.
“É preciso esperar para ver como isso vai se desenrolar. A reunião do Conselho de Segurança da ONU e os encontros que ocorrerão a partir de agora devem ajudar a esclarecer o cenário”, concluiu.