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Novo caso de Ebola é confirmado no leste da República Democrática do Congo

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Um caso de ebola foi confirmado na República Democrática do Congo (RDC), apenas cinco meses após a declaração do fim da última epidemia da doença no país .

Um menino de três anos testou positivo perto da cidade de Beni, um dos epicentros do surto de 2018-2020, e morreu da doença na quarta-feira, disse o ministro da Saúde, Jean Jacques Mbungani, em um comunicado na sexta-feira (8).

Não se sabia imediatamente se o caso estava relacionado ao surto de 2018-2020 que matou mais de 2.200 pessoas no leste da RDC, o segundo mais letal já registrado, ou ao surto que matou seis neste ano.

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Cerca de 100 pessoas, que podem ter sido expostas ao vírus, foram identificadas e serão monitoradas para ver se desenvolveram algum sintoma, acrescentou o comunicado.

Um relatório interno do laboratório biomédico da RDC disse que três dos vizinhos da criança no bairro densamente povoado de Butsili, em Beni, também apresentaram sintomas consistentes com o ebola no mês passado e morreram, mas nenhum foi testado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nota afirmando que está trabalhando com “autoridades sanitárias para investigar o caso”.

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A RDC registrou 12 surtos anteriores desde que a doença foi descoberta na floresta equatorial perto do rio Ebola em 1976.

Causa vômitos intensos e diarreia, e é transmitida pelo contato com fluidos corporais.

A doença reapareceu em fevereiro em uma área de Kivu do Norte que, entre agosto de 2018 e junho de 2020, experimentou o maior surto de ebola da história da RDC – 3.470 infecções e 2.287 mortes.

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Especialistas em saúde dizem que não é incomum que ocorram casos esporádicos após um grande surto. As partículas do vírus podem permanecer no sêmen por meses após a recuperação de uma infecção.

A doença normalmente mata cerca de metade das pessoas que infecta, embora os tratamentos desenvolvidos na África Ocidental tenham reduzido significativamente as taxas de mortalidade quando os casos são detectados precocemente.

Duas vacinas altamente eficazes também têm sido usadas para conter surtos desde então.

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