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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Papa Francisco pediu nesta quinta-feira o respeito aos direitos de todos os venezuelanos, incluindo os presos nos últimos meses, e desejou o início de negociações para “o bem comum do país” em seu tradicional discurso de início de ano aos embaixadores dos países acreditados junto à Santa Sé.
Em um longo discurso, lido por um colaborador devido a um resfriado, o pontífice abordou as guerras e a situação mundial, mencionando a Venezuela e “a grave crise política em que se encontra”. Ele afirmou que essa crise só poderá ser superada com a adesão sincera aos valores da verdade, justiça e liberdade, através do respeito à vida, dignidade e direitos de cada pessoa, incluindo os que foram presos devido aos acontecimentos dos últimos meses.
Francisco também defendeu a superação da situação com a rejeição de qualquer tipo de violência e desejou “o início de negociações de boa fé e voltadas para o bem comum do país”. O Papa citou ainda a Bolívia, “que está atravessando uma preocupante situação política, social e econômica”, e a Colômbia, desejando que “com a ajuda de todos se possa superar a multiplicidade de conflitos que afligem o país há muito tempo”.
Em relação à Venezuela, a oposição voltará às ruas nesta quinta-feira em um dia histórico de protesto contra o regime de Nicolás Maduro e seus esforços para usurpar o poder em 10 de janeiro, data correspondente à posse do presidente eleito, Edmundo González Urrutia. A mobilização, liderada por María Corina Machado, busca desafiar Maduro e exigir uma mudança urgente para libertar a Venezuela de seu regime. No entanto, enfrentará um forte esquema de segurança em Caracas e uma manifestação paralela convocada pelo chavismo para apoiar seu líder.
Machado, uma das principais figuras da oposição, prometeu liderar os protestos desta quinta-feira e classificou o dia como “histórico”. No entanto, não revelou de qual dos quatro pontos de concentração em Caracas partirá, alegando razões de segurança.
O pontífice também mencionou a situação na Nicarágua, onde sublinhou que “a Santa Sé está sempre disposta a um diálogo respeitoso e construtivo”. Ele expressou preocupação com as medidas adotadas contra pessoas e instituições da Igreja, onde sacerdotes e bispos foram presos e expulsos do país, além da interrupção das relações diplomáticas.
Francisco instou para que a liberdade religiosa e outros direitos fundamentais sejam garantidos adequadamente. “Não há verdadeira paz se não for garantida também a liberdade religiosa, que implica o respeito à consciência dos indivíduos e a possibilidade de manifestar publicamente a própria fé e pertencimento a uma comunidade”, acrescentou.






















































