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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA decisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de transmitir seu discurso na Assembleia Geral da ONU diretamente para os moradores da Faixa de Gaza gerou uma onda de críticas e preocupação entre militares e famílias dos reféns detidos pelo Hamas.
A medida, impulsionada pelo Gabinete do Primeiro-Ministro, consiste em instalar alto-falantes em caminhões localizados exclusivamente no lado israelense da fronteira com Gaza. O objetivo é difundir o discurso de Netanyahu para a população local.
O Gabinete do Primeiro-Ministro confirmou a instrução nesta sexta-feira (26), enquadrando a ação como um esforço de diplomacia pública. A nota oficial enfatizou que Netanyahu “ordenou explicitamente que esta operação não ponha em perigo os soldados das FDI [Forças de Defesa de Israel]”.
A reação dentro do estamento militar foi imediata. De acordo com o Canal 12, o Exército manifestou oposição à ordem, pois a execução inicial teria exigido que os soldados abandonassem suas posições e se expusessem a ataques do Hamas ao se aventurarem em zonas da Faixa de Gaza.
Um alto oficial expressou ao jornal Haaretz sua indignação: “É uma ideia descabida. Pessoas de todo o espectro político se perguntam: ‘O que é essa falácia?’. Ninguém entende que benefício militar há aqui.” Outra fonte militar descreveu a medida como um ato de guerra psicológica.
Apesar da resistência, o Exército se preparava para cumprir a solicitação e transmitir o discurso programado para as 16h, horário de Israel. O discurso deve focar na crítica ao reconhecimento ocidental de um Estado palestino independente.
A decisão provocou uma forte reação entre os familiares de soldados e reféns. O grupo de protesto Ima Era (Mães Despertas), que representa mães de combatentes, emitiu um comunicado questionando o uso dos militares em uma campanha pessoal do primeiro-ministro:
“Até quando usarão a nossos filhos para sua campanha pessoal? Não são só extras em seu marco de [filme] de guerra. Não são escenografia em seu espetáculo megalômano.” O grupo exigiu que o chefe do Estado-Maior e o general do Comando Sul se responsabilizem pela vida das tropas e não cedam à “loucura”.
As famílias dos reféns também manifestaram preocupação com o impacto psicológico da transmissão. Anat Angrest, mãe de um refém, alertou que o discurso pode ser visto como “abuso psicológico” pelos cativos.
“Meu Matan e outros reféns podem te escutar hoje. Qualquer frase que não seja ‘Vim aos Estados Unidos para assinar um acordo que devolverá a todos para casa’ é uma forma de abuso psicológico para eles. Não destrua a esperança deles, se é que ainda a têm,” advertiu.
Atualmente, 48 reféns continuam detidos na Faixa de Gaza. Familiares estão em Nova York para protestar em frente à sede da ONU durante o discurso de Netanyahu, exigindo um acordo integral que garanta a libertação dos cativos em troca do fim do conflito.




















































