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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva na qual se compromete a utilizar todas as medidas necessárias — incluindo a ação militar — para defender o Qatar, país rico em energia. Ainda não está claro, porém, qual será o alcance prático dessa promessa.
O texto da ordem, publicado na quarta-feira (1º) no site da Casa Branca, mas datado de segunda-feira, é visto como mais uma tentativa de Trump de tranquilizar as autoridades do Qatar após o ataque surpresa de Israel contra o país, que tinha como alvo líderes do Hamas em meio a negociações por um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
A ordem destaca a “estreita cooperação” e os “interesses comuns” entre Estados Unidos e Qatar, comprometendo-se a “garantir a segurança e a integridade territorial do Estado do Qatar frente a ataques externos”.
Segundo o documento:
“Os Estados Unidos considerarão qualquer ataque armado contra o território, a soberania ou as infraestruturas críticas do Estado do Qatar como uma ameaça à paz e à segurança dos Estados Unidos. Em caso de ocorrência, serão tomadas todas as medidas legais e apropriadas — diplomáticas, econômicas e, se necessário, militares — para defender os interesses dos Estados Unidos e do Estado do Qatar, restaurando a paz e a estabilidade”.
A assinatura da ordem ocorreu durante a visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a Washington. De acordo com a Casa Branca, Trump promoveu uma ligação entre Netanyahu e autoridades do Qatar, ocasião em que o líder israelense teria expressado “profundo pesar” pelo ataque que deixou seis mortos, incluindo um membro das forças de segurança qataris.
O governo de Doha não comentou de imediato, mas a rede Al Jazeera — financiada pelo Qatar — destacou a medida com a manchete: “Nova ordem executiva de Trump garante a segurança do Qatar após ataque israelense”.
O alcance real da decisão ainda gera dúvidas. Normalmente, tratados de defesa exigem aprovação do Senado dos EUA. No entanto, presidentes já firmaram acordos sem esse trâmite, como Barack Obama fez em 2015 no pacto nuclear com o Irã. No fim, qualquer ação militar depende exclusivamente da decisão presidencial, o que historicamente já gerou incertezas sobre garantias de defesa oferecidas por Washington.
O Qatar, uma península no Golfo Pérsico com vastas reservas de gás natural, é parceiro estratégico dos EUA, abrigando na base aérea de Al Udeid o Comando Central americano. Em 2022, o presidente Joe Biden designou o país como aliado importante fora da OTAN, em parte devido ao apoio na retirada dos EUA do Afeganistão.
A medida também ocorre em meio a rearranjos regionais. Após o ataque israelense, a Arábia Saudita firmou um acordo de defesa mútua com o Paquistão, colocando-se sob o guarda-chuva nuclear de Islamabad. Analistas avaliam se outros países árabes do Golfo, pressionados tanto por Israel quanto pelo Irã — alvo de novas sanções da ONU por seu programa nuclear — buscarão acordos semelhantes.
“O peso estratégico do Golfo no Oriente Médio e sua importância para os EUA justificam garantias específicas, que vão além das promessas de Trump”, escreveu Bader al-Saif, professor de História da Universidade do Kuwait especializado em política árabe do Golfo.
(Com informações da AP)






















































