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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Igreja da Inglaterra anunciou nesta sexta-feira (3) a nomeação de Sarah Mullally como a próxima arcebispa de Canterbury, tornando-a a primeira mulher a ocupar o cargo em 1.400 anos de história. A decisão gerou críticas imediatas de igrejas anglicanas conservadoras na África.
Ex-enfermeira de 63 anos, Mullally assumirá a posição de líder cerimonial de 85 milhões de anglicanos ao redor do mundo. O cargo historicamente simboliza a unidade da Comunhão Anglicana, mas nos últimos anos tem sido marcado por divisões entre conservadores e cristãos mais liberais, especialmente em temas como o papel das mulheres na Igreja e a aceitação de casais do mesmo sexo.
Reação de conservadores africanos
Laurent Mbanda, arcebispo de Ruanda e presidente de um grupo global de igrejas anglicanas conservadoras, afirmou à Reuters que a nomeação torna impossível que o arcebispo de Canterbury “sirva como um foco de unidade dentro da Comunhão”.
Mullally, bispa de Londres desde 2018, já se posicionou a favor de bênçãos para casais do mesmo sexo, tema que provoca tensões significativas dentro da Comunhão Anglicana, especialmente em países africanos onde a homossexualidade é proibida.
Desafios à frente
Em discurso na Catedral de Canterbury, nesta sexta, Mullally afirmou que pretende ajudar todos os ministérios a florescer, “seja qual for a nossa tradição”. A nova arcebispa também destacou a importância de enfrentar o uso indevido de poder dentro da Igreja, em meio a escândalos de abuso sexual, e condenou o aumento do antissemitismo, após o ataque a uma sinagoga em Manchester na quinta-feira (2), que matou dois homens.
Ao ser questionada sobre relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, Mullally disse à Reuters que a Igreja da Inglaterra e a Comunhão Anglicana mais ampla têm enfrentado essas questões há muito tempo. “Isso pode não ser resolvido rapidamente”, afirmou.
Histórico de mudanças
As reformas que permitiram que uma mulher se tornasse arcebispa foram introduzidas há mais de uma década. A Igreja da Inglaterra é uma das últimas instituições britânicas a ter sido historicamente dirigida apenas por homens. Apesar disso, as reformas continuam sendo rejeitadas por várias igrejas na África e na Ásia.























































