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O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (18) que assinou uma lei aprovada pelo Congresso determinando que o governo federal divulgue documentos relacionados ao financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein, figura central em um dos escândalos mais sensíveis da política norte-americana.
Em uma postagem extensa no Truth Social, Trump escreveu: “ACABEI DE ASSINAR O PROJETO DE LEI PARA LIBERAR OS ARQUIVOS DE EPSTEIN!”.
Ele afirmou ainda ter solicitado pessoalmente ao presidente da Câmara, Mike Johnson, e ao líder da maioria no Senado, John Thune, que colocassem o texto em votação. O projeto passou com ampla margem: 427 votos a 1 na Câmara e aprovação unânime no Senado.
O que prevê a nova lei
A legislação obriga o Departamento de Justiça a entregar ao Congresso, em até 30 dias, todos os documentos, registros, comunicações e materiais investigativos não classificados, além de liberar informações confidenciais “na maior medida possível”.
A medida é vista como parte da ofensiva política de Trump após a divulgação de e-mails de Epstein, tornados públicos por democratas, que sugerem que o republicano teria conhecimento da rede de tráfico sexual do magnata. Um dos documentos indica, inclusive, que Trump teria passado horas com uma das vítimas – algo que ele nega.
Trump pressiona e cita figuras democratas
Ao comentar a assinatura da lei, Trump voltou a pressionar por apurações envolvendo Bill Clinton, que manteve contato com Epstein nos anos 2000, e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers. O presidente também mencionou Reid Hoffman, fundador do LinkedIn e um dos principais doadores do Partido Democrata.
A ação é interpretada como uma resposta direta do republicano à recente exposição de comunicações associadas a Epstein, que reacenderam o debate público sobre quem tinha conhecimento – ou envolvimento – na rede de exploração sexual operada pelo financista.
Relembre o caso Epstein
Jeffrey Epstein foi um influente magnata norte-americano condenado por crimes sexuais.
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2008: admitiu ter prostituído uma menor e recebeu pena branda em acordo judicial.
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2019: foi novamente preso por abuso e tráfico sexual de menores, com mais de 250 possíveis vítimas identificadas ao longo das investigações.
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Agosto de 2019: foi encontrado morto na cela, em Nova York, sob suspeita de suicídio.
A morte do financista, somada à lista de figuras poderosas que o cercavam, alimenta teorias, disputas políticas e pedidos de transparência até hoje.
Vítimas pedem justiça em frente ao Capitólio
Horas antes da votação na Câmara, cerca de 20 mulheres que afirmam ter sido vítimas de Epstein realizaram um ato em frente ao Capitólio. Elas exibiram fotos da época em que eram adolescentes — período em que, segundo elas, conheceram o magnata.
Com a nova lei, familiares, sobreviventes e parlamentares esperam que a liberação dos arquivos ajude a esclarecer lacunas do caso e revelar quem realmente estava envolvido na rede de exploração sexual comandada por Epstein.