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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (28) que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “totalmente fechado”. A declaração foi feita em sua conta na rede social Truth Social, em meio ao aumento da pressão militar e diplomática sobre o regime de Nicolás Maduro.
“A todas as companhias aéreas, pilotos, narcotraficantes e traficantes de pessoas: considerem que o espaço aéreo sobre a Venezuela e seus arredores permanecerá totalmente fechado. Obrigado pela atenção!”, escreveu o presidente.
A mensagem ocorre enquanto Washington reforça seu posicionamento contra Maduro com um amplo cerco militar no Caribe, que inclui o maior porta-aviões do mundo.
Trump adverte Maduro em ligação telefônica: “Deixe Caracas ou enfrentará ações multiplicadas”
No último fim de semana, Trump manteve uma ligação telefônica com o ditador Nicolás Maduro, advertindo que os Estados Unidos multiplicarão as ações militares caso ele não deixe o poder em curto prazo.
O secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio, participou da chamada.
A presença de Rubio indica que a Casa Branca descartou alternativas diplomáticas que vinham sendo discutidas — como negociações relacionadas a contratos petrolíferos — e agora adota uma postura mais dura, sem oferecer mesa de diálogo ou caminho de transição.
Segundo fontes próximas ao governo norte-americano, Trump foi direto: não há mais negociação, e Maduro deve abandonar o país acompanhado de seus principais aliados, entre eles Diosdado Cabello, Vladimir Padrino López, Delcy Rodríguez e Jorge Rodríguez.
EUA classificam o Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira
Horas após a ligação entre Trump e Maduro, o Departamento de Estado anunciou a inclusão do Cartel de los Soles — estrutura criminosa ligada a militares e altos funcionários venezuelanos — na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO).
Maduro é apontado pelos EUA como chefe do cartel, e a designação fortalece o cerco político, financeiro e jurídico contra o regime.
A partir dessa classificação, Washington ganha novas ferramentas legais para:
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congelar ativos,
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impor sanções ampliadas,
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criminalizar qualquer apoio ao cartel,
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pressionar empresas, bancos e aliados conectados ao regime,
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reforçar ações militares indiretas.
O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o grupo “é responsável por violência terrorista em todo o hemisfério” e reiterou que, para Washington, Maduro lidera a estrutura criminosa.
O regime chavista nega as acusações e afirma que não há provas públicas que o vinculem ao narcotráfico.
Especialistas apontam possível intensificação de ações militares
Com a nova designação, aumenta a margem legal para operações mais agressivas. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que o status FTO “abre uma gama de alternativas legais”, podendo justificar operações cirúrgicas contra instalações ou recursos relacionados ao cartel.
A medida coincide com o maior deslocamento militar americano na região em anos:
O porta-aviões USS Gerald R. Ford, acompanhado por mais de dez embarcações de guerra, aviões de combate e 12 mil militares, lidera a ofensiva contra organizações de narcotráfico no Caribe.
Desde setembro, as forças dos EUA:
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afundaram 21 embarcações suspeitas,
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registraram mais de 80 mortes em confrontos,
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e ampliaram o bloqueio a rotas marítimas usadas por cartéis.
Impactos econômicos e aprofundamento da crise venezuelana
Economistas ouvidos pela agência AFP apontam que a designação do Cartel de los Soles como organização terrorista pode endurecer ainda mais o embargo petrolífero, obrigando a Venezuela a vender petróleo a preços muito abaixo do mercado internacional.
A medida tende a agravar a crise econômica que já assola o país, marcado por hiperinflação, falta de divisas e colapso dos serviços públicos.