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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova proclamação que expande significativamente as restrições de entrada para cidadãos de mais de trinta países. A medida, anunciada pela Casa Branca, baseia-se em preocupações de segurança nacional, risco de terrorismo e alegadas deficiências nos processos de controle e verificação migratória dos países afetados.
A nova regra atualiza e estende as limitações anteriores, adicionando novas nações à lista, modificando o grau de restrição para outras e ajustando os critérios de exceção para certos tipos de vistos.
🛑 Suspensão Total para 17 Países de “Alto Risco”
O texto ratifica a suspensão total de entrada e emissão de vistos para nacionais de doze países já definidos como “de alto risco” e adiciona cinco novas nações a esta restrição absoluta. A Casa Branca destaca que a medida se deve à impossibilidade de realizar verificações confiáveis, especialmente em regiões sob controle limitado ou em conflito.
Países com Restrição Absoluta (Suspensão Total de Entrada e Vistos):
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Afeganistão
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Burkina Faso
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Haiti
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Irã
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Líbia
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Mali
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Níger
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Somália
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Sudão do Sul
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Síria
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Iêmen
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(E outros 5 não listados individualmente, totalizando 17 na categoria)
A proclamação também afeta pessoas com documentos emitidos pela Autoridade Palestina.
Adicionalmente, o governo estendeu as restrições completas para Laos e Serra Leoa, países que anteriormente enfrentavam limitações parciais, citando elevadas taxas de permanência irregular e a negativa desses governos em repatriar cidadãos deportados.
🌍 Restrições Parciais Abrangem 19 Nações
Em um plano de restrição parcial, a proclamação incluiu quinze novos países de África e Oceania. Para esses países, o acesso será limitado a certos vistos não-imigrantes, como os de turismo, estudos e negócios.
Novos Países com Restrições Parciais (Vistos Não-Imigrantes Limitados):
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Angola
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Benin
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Gabão
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Tanzânia
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Tonga
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Zâmbia
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Zimbábue
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(Mais 8 países da África e Oceania não listados, totalizando 15 novos)
Em paralelo, continuam em vigor as restrições parciais para cidadãos de:
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Burundi
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Cuba
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Togo
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Venezuela
💬 Justificativa da Casa Branca: Segurança Nacional
Trump justificou a medida afirmando que as restrições são necessárias para impedir a entrada de pessoas sobre as quais os Estados Unidos carecem de informações suficientes para avaliar os riscos que representam, garantindo a cooperação com governos estrangeiros e protegendo a nação de ameaças à segurança e à ordem pública.
“Corresponde ao presidente atuar para se assegurar de que aqueles que busquem ingressar em nosso país não representem um perigo para o povo americano”, diz o texto da Casa Branca.
Relatórios do Departamento de Segurança Nacional citados na proclamação indicam altas taxas de permanência irregular (overstay) e a recusa reiterada de alguns governos em aceitar o retorno de seus cidadãos sujeitos à deportação. O documento acrescenta que a estratégia do governo é impulsionar os países afetados a melhorar seus processos internos de controle migratório, documentação e troca de dados com autoridades americanas.
A proclamação também detalha a preocupação de que, em alguns dos países listados, existam esquemas de cidadania por investimento e práticas que facilitam a fraude de identidade ou permitem a evasão de controles internacionais.
🛡️ Exceções e Revisões Periódicas
Apesar do endurecimento geral, o decreto mantém exceções pontuais para:
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Residentes legais.
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Titulares de vistos já emitidos.
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Diplomáticos.
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Pessoas que ingressem sob motivos de interesse nacional para os EUA.
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Casos de exceção mantidos individualmente (case-by-case).
No entanto, a norma ajusta e limita a cobertura de vistos familiares para evitar o que descreveu como “riscos demonstrados de fraude”.
O Departamento de Estado e o Departamento de Segurança Nacional revisarão periodicamente os compromissos de cada país para atualizar o alcance e a vigência das limitações em função do risco e do nível de cooperação internacional. A medida é o último passo de uma estratégia sustentada, já defendida na Suprema Corte dos EUA, que visa garantir que “fronteiras seguras são uma condição fundamental para a segurança nacional”.