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O Exército dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (17) a morte de quatro “narco-terroristas” durante um ataque a uma embarcação no Oceano Pacífico. O ataque faz parte de uma série de operações realizadas ao longo deste ano, que já resultaram em 99 mortes, segundo o Comando Sul dos EUA.
Em publicação na rede social X, o Southern Command informou: “Em 17 de dezembro, sob a direção do secretário da Defesa, Pete Hegseth, a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal a uma embarcação operada por uma Organização Terrorista Designada em águas internacionais”.
O comunicado acrescenta que “inteligência confirmou que a embarcação seguia por uma rota conhecida de narcotráfico no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de tráfico de drogas. Um total de quatro narco-terroristas do sexo masculino foi morto, e nenhuma força militar americana sofreu baixas”.
On Dec. 17, at the direction of @SecWar Pete Hegseth, Joint Task Force Southern Spear conducted a lethal kinetic strike on a vessel operated by a Designated Terrorist Organizations in international waters. Intelligence confirmed that the vessel was transiting along a known… pic.twitter.com/Yhu3LSOyea
— U.S. Southern Command (@Southcom) December 18, 2025
Os ataques a embarcações têm gerado críticas de democratas e especialistas em direito internacional, que argumentam que tais operações são ilegais sob as leis internacionais.
Parlamentares democratas haviam questionado o ataque de 2 de setembro contra um barco suspeito de contrabandear drogas no Caribe, onde o Exército americano matou dois sobreviventes em um ataque chamado de “double-tap” — o primeiro e o segundo ataques mataram 11 pessoas a bordo, enquanto o terceiro e o quarto afundaram a embarcação.
Na última quarta-feira, republicanos na Câmara rejeitaram duas resoluções lideradas pelos democratas, que tinham o objetivo de limitar os ataques de Trump contra embarcações de drogas no Caribe e as “hostilidades dentro ou contra a Venezuela”.
“Eu acho imoral — não apenas uma falha estratégica, mas uma falha moral — que tenhamos um presidente batendo tambores de guerra sem sequer um voto da Câmara dos Representantes”, disse Jim McGovern (D-Mass.), membro da comissão de regras da Câmara e líder de uma das resoluções. “Isso não é ‘América em Primeiro Lugar’.”