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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantiveram uma conversa por telefone nesta segunda-feira (26) em que discutiram a situação política na Venezuela e acertaram uma futura visita de Lula a Washington nos próximos meses, informou o Palácio do Planalto.
Segundo o governo brasileiro, além de debaterem a Venezuela, os dois líderes também abordaram temas como economia, relações bilaterais e cooperação em áreas como combate ao crime organizado e questões regionais.
Esta foi a primeira ligação pública entre Lula e Trump desde a operação militar liderada pelos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro. A ação provocou reações de governos e organizações internacionais em todo o mundo e tensionou ainda mais o cenário diplomático na América Latina.
Antes do telefonema, Lula já havia se manifestado publicamente sobre o episódio em território venezuelano e criticado a intervenção americana. Em declarações recentes, o presidente brasileiro disse estar “indignado” com a operação que levou à detenção de Maduro e afirmou que a ação representa uma falta de respeito à integridade territorial de um país vizinho.
“O mundo vive um momento muito crítico”, declarou Lula em outra ocasião, defendendo a necessidade de preservar a paz e a estabilidade na região e enfatizando que a Carta das Nações Unidas não pode ser “rasgada” em favor da “lei do mais forte”.
De acordo com o governo brasileiro, durante a conversa com Trump, Lula ressaltou a importância de buscar soluções políticas para a crise venezuelana, preservar a estabilidade regional e trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano. “No curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”, diz a nota oficial.
A interlocução entre os dois líderes ocorre em meio a um cenário de forte tensão internacional após a apreensão de Maduro pelos Estados Unidos em uma operação militar considerada pela ONU e por diversos países como uma potencial violação do direito internacional — um episódio que o governo brasileiro descreveu como uma afronta à soberania venezuelana.
Leia a íntegra da nota da Secom
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve, hoje, 26 de janeiro, às 11 horas, conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao longo de cinquenta minutos, os dois líderes abordaram temas relacionados à relação bilateral e à agenda global.
Os presidentes trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias. O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo.
Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros.
O presidente Lula reiterou proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano.
Ao comentar o convite formulado ao Brasil para que participe do Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
No curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.
Os dois presidentes acordaram a realização de uma visita do presidente Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve.