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Um dos principais nomes da inteligência militar da Rússia, o tenente-general Vladimir Alekseyev, de 64 anos, luta pela vida após ser baleado na manhã desta terça-feira (horário local) em Moscou. O ataque ocorreu por volta das 7h, no saguão de um prédio residencial localizado na rodovia Volokolamsk, próximo à residência do militar.
De acordo com informações preliminares, Alekseyev foi atingido por vários disparos efetuados por um agressor ainda não identificado, que fugiu do local logo após o ataque. Os tiros atingiram o general pelas costas. Ele foi socorrido em estado grave e encaminhado rapidamente a um hospital da capital russa.
Uma testemunha relatou ter ouvido um disparo seguido de pedidos de socorro. “Saí do apartamento e ele estava caído no chão, coberto de sangue. Um vizinho gritava para chamarem uma ambulância, dizendo que ele havia sido baleado”, afirmou.
O ataque ocorreu no momento em que Alekseyev deixava seu apartamento, localizado no 24º andar do edifício. Apesar da gravidade dos ferimentos, ele permaneceu consciente até a chegada dos serviços de emergência.
Vladimir Alekseyev ocupa o cargo de vice-chefe do GRU, o serviço de inteligência militar da Rússia. Seu superior, o almirante Igor Kostyukov, liderou recentemente a delegação russa nas negociações de paz com a Ucrânia realizadas em Abu Dhabi.
Segundo a lista de sanções da União Europeia, Alekseyev teve papel central no armazenamento, transporte e uso do agente neurotóxico Novichok, empregado no envenenamento do ex-espião Sergei Skripal, no Reino Unido, em 2018.
Autoridades e analistas ainda investigam a motivação do atentado. Há especulações de que o ataque possa estar relacionado a ações de inteligência ucraniana, enquanto outras hipóteses apontam para disputas internas de poder dentro da Rússia.
O GRU tem atuação direta em operações militares contra a Ucrânia, e Alekseyev era considerado uma figura-chave no trabalho de reconhecimento de alvos para ataques aéreos durante o conflito. Próximo do presidente Vladimir Putin, o general ganhou destaque em 2023 ao condenar a rebelião liderada por Yevgeny Prigozhin, classificando a ação do grupo Wagner como “uma facada nas costas do país e do presidente”.
Ele também é apontado como peça decisiva na prisão, em 2024, do ex-vice-ministro da Defesa Timur Ivanov, condenado posteriormente por corrupção.
Alekseyev recebeu de Putin o título de Herói da Federação Russa por “coragem e heroísmo demonstrados no cumprimento do dever militar”. Além disso, é citado como um dos fundadores do grupo mercenário Wagner e da já dissolvida brigada Espanyola, formada majoritariamente por torcedores organizados de futebol.