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Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho” e apontado como um dos principais responsáveis pela escalada da violência no México, morreu durante um operação militar realizada pela Secretaría de la Defensa Nacional (Sedena) em Tapalpa, no estado de Jalisco. A ação contou com cooperação das autoridades dos Estados Unidos.
De acordo com comunicado oficial, o planejamento e a execução da operação envolveram trabalhos de inteligência militar e coordenação bilateral com o governo norte-americano, que forneceu informações complementares consideradas estratégicas.
A ação foi conduzida por forças especiais do Exército mexicano, em coordenação com o Centro Nacional de Inteligência e a Fiscalía General da República, e resultou na morte do ex-líder do Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG).

Narcotraficante mais procurado do México é morto em operação militar
Durante o confronto, quatro integrantes do CJNG morreram no local. Outros três suspeitos — entre eles Rubén Nemesio Oseguera Cervantes, o “Mencho” — faleceram durante o traslado aéreo para a Cidade do México.
Segundo as autoridades, foram apreendidos armamentos pesados e veículos blindados, incluindo lançadores de foguetes com capacidade para derrubar aeronaves e destruir veículos militares. O material é de uso exclusivo das Forças Armadas.
O operativo não deixou militares mortos ou feridos. Dois integrantes do cartel foram presos, e as autoridades informaram que serão realizados exames periciais para a identificação formal dos mortos.
Em Guadalajara, um hospital chegou a ser evacuado após a confirmação da morte do líder criminoso. As autoridades ativaram protocolo de segurança diante do risco de retaliações.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, convocou uma coletiva ao lado do Comitê de Segurança para detalhar a operação e avaliar os desdobramentos, enquanto a tensão se espalhava por diferentes regiões do país.
Estados do oeste e do norte do México registraram uma série de narcobloqueios e ataques coordenados neste domingo, em reação direta à morte de “El Mencho”. Veículos foram incendiados, rodovias bloqueadas e moradores orientados a permanecer em casa.
O epicentro da violência foi Jalisco, especialmente após a incursão das forças federais em Tapalpa. Na Região Metropolitana de Guadalajara e em acessos rodoviários, foram registrados bloqueios com veículos incendiados, confrontos armados e interrupções no tráfego.
Em municípios como Zapopan, a queima de uma carreta na rodovia para Saltillo e no Anel Periférico Norte provocou congestionamentos e pânico entre moradores.
O governador de Jalisco, Pablo Lemus, confirmou a adoção do “código vermelho” em todo o estado e a instalação emergencial de uma mesa de segurança. Ele classificou o cenário como de extrema gravidade e pediu que a população evite circular nas áreas afetadas.
“Pedimos às e aos jaliscienses que sigam as recomendações das autoridades e não se exponham a situações de risco”, afirmou.
Até o momento, não havia confirmação de novas prisões ou vítimas relacionadas aos bloqueios.
Em regiões como Ciudad Guzmán, Atoyac e no corredor rodoviário em direção a Colima, criminosos incendiaram caminhões e veículos de carga, bloqueando completamente trechos estratégicos, como o quilômetro 40 da rodovia para Colima e a estrada livre entre Acatlán de Juárez e Ciudad Guzmán.
Também foram registrados incidentes nas vias Tamazula-Zapotiltic e nos acessos a Tapalpa, onde autoridades municipais recomendaram que a população permanecesse em casa.
A morte de “El Mencho” marca um dos episódios mais relevantes no combate ao narcotráfico no México nos últimos anos e desencadeou uma resposta violenta que mantém o país em alerta máximo.
