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🧡 Ver Ofertas na ShopeeCuba registrou nesta segunda-feira (16) um novo apagão generalizado após a desconexão total do Sistema Electroenergético Nacional de Cuba. O corte de energia afetou toda a ilha e deixou milhões de pessoas sem eletricidade, em mais um episódio da grave crise energética que o país enfrenta.
A estatal Unión Eléctrica de Cuba (UNE), responsável pela rede elétrica, confirmou que houve uma interrupção completa do sistema e informou que protocolos de emergência foram acionados para tentar restabelecer o serviço.
“Ocorreu uma desconexão total do Sistema Eletroenergético Nacional. Começam a ser implementados os protocolos de restabelecimento”, informou a empresa em comunicado divulgado nas redes sociais.
Segundo a UNE, a normalização do fornecimento pode levar várias horas — ou até mais tempo — devido ao estado da infraestrutura elétrica e à magnitude das falhas no sistema.
Este é o sexto apagão de grande escala registrado na ilha em cerca de um ano e meio, evidenciando a fragilidade do sistema energético cubano.
Crise energética prolongada
A interrupção ocorre em meio a uma crise energética que se intensificou desde meados de 2024. De acordo com estimativas oficiais divulgadas antes do colapso do sistema, cerca de 62% do país poderia ficar sem eletricidade durante o horário de maior consumo.
A previsão indicava um déficit energético de aproximadamente 1.930 megawatts. A demanda máxima esperada era de cerca de 3.150 MW, enquanto a capacidade disponível de geração não passaria de 1.220 MW.
Grande parte da infraestrutura elétrica cubana apresenta alto nível de deterioração e sofre interrupções frequentes devido a falhas técnicas ou manutenção prolongada. Atualmente, nove das dezesseis unidades termoelétricas do país estão fora de operação — usinas que respondem por cerca de 40% da geração elétrica nacional.
Impacto na população e na economia
Desde 2022, os cortes de energia se tornaram cada vez mais frequentes em Cuba e passaram a afetar diretamente a vida cotidiana da população e a atividade econômica.
Em algumas regiões da ilha, os apagões podem durar muitas horas por dia, prejudicando o funcionamento de hospitais, escolas, indústrias e serviços básicos.
A crise energética também tem provocado crescente insatisfação popular. Moradores relatam dificuldades para trabalhar, conservar alimentos e manter atividades cotidianas.
“Estamos há dias sem energia, não conseguimos trabalhar nem conservar os alimentos”, relatou uma moradora de Havana.
Especialistas apontam que a crise é resultado de diversos fatores estruturais, como a falta de investimentos no setor elétrico, a infraestrutura envelhecida e a escassez de combustível para geração de energia. Ao mesmo tempo, o governo cubano atribui parte das dificuldades às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, que também afetaram o envio de petróleo da Venezuela, principal fornecedor de combustível da ilha.
Nos últimos meses, o aumento da instabilidade no mercado internacional de petróleo e os conflitos no Oriente Médio também elevaram os preços do combustível, aumentando a pressão sobre a capacidade de Cuba de importar energia no mercado global.



















































































