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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (15) que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) pode enfrentar um futuro “muito ruim” caso seus aliados não ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. A declaração foi dada em entrevista ao jornal britânico Financial Times, em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã.
Segundo Trump, países europeus e outras potências globais que dependem do petróleo do Golfo deveriam participar de um esforço liderado pelos EUA para garantir a segurança da passagem marítima, por onde normalmente circula cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no planeta.
“É apropriado que aqueles que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça ali”, afirmou Trump ao veículo britânico, acrescentando que países da Europa e a China dependem mais do petróleo da região do que os próprios Estados Unidos.
O presidente norte-americano alertou que a ausência de apoio pode trazer consequências para a aliança militar ocidental. “Se não houver resposta, ou se a resposta for negativa, acho que isso será muito ruim para o futuro da OTAN”, declarou.
Pressão sobre China e aliados
Trump também afirmou que pode adiar um encontro previsto para este mês com o presidente chinês, Xi Jinping, caso Pequim não colabore para garantir a reabertura da rota marítima.
“Eu acho que a China também deveria ajudar, porque cerca de 90% do petróleo que ela recebe passa pelo estreito”, disse o presidente.
Segundo ele, o governo americano prefere receber uma resposta rápida sobre a participação chinesa na operação, sugerindo que a reunião bilateral poderia ser adiada caso não haja definição.
Tensão após ataques no Golfo
As declarações de Trump ocorrem após um novo aumento da tensão no Oriente Médio. No sábado, o governo iraniano anunciou que todos os países, exceto Estados Unidos e Israel, poderiam continuar utilizando o Estreito de Ormuz, em uma tentativa de evitar a formação de uma coalizão internacional contra Teerã.
A medida foi anunciada menos de um dia depois de forças americanas realizarem bombardeios contra alvos militares ligados à infraestrutura petrolífera na Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã.
A escalada do conflito já impacta os mercados internacionais. O preço do petróleo chegou a cerca de US$ 106 por barril no domingo, acumulando alta aproximada de 45% desde o início da crise no Oriente Médio.
Cobranças à OTAN e ao Reino Unido
Trump afirmou que os 32 países integrantes da OTAN deveriam contribuir militarmente para garantir a segurança da rota, enviando desde navios de desminagem até forças capazes de neutralizar ameaças ao longo da costa iraniana.
Durante a entrevista, o presidente também criticou aliados tradicionais, incluindo o Reino Unido. Segundo ele, após conversar com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, Londres demonstrou relutância inicial em participar da operação.
“O Reino Unido pode ser considerado o aliado mais antigo e mais próximo, mas quando pedi ajuda eles não quiseram ir”, disse Trump. “Depois que basicamente eliminamos a capacidade de ameaça do Irã, disseram que enviariam dois navios. Eu respondi que precisamos desses navios antes da vitória, não depois.”
O presidente voltou a afirmar que considera a OTAN uma relação desigual. “Há muito tempo digo que a OTAN é uma via de mão única”, declarou.
Possibilidade de novos ataques
Trump também indicou que os Estados Unidos podem lançar novos ataques contra instalações estratégicas iranianas, incluindo estruturas petrolíferas na Ilha de Kharg, localizada a cerca de 25 quilômetros da costa do Irã.
Segundo ele, alvos militares na região já teriam sido “totalmente destruídos” em ataques recentes.
“Podemos atingir essas estruturas em cinco minutos. E não há nada que eles possam fazer a respeito”, afirmou o presidente norte-americano.




















































































