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Os Estados Unidos lançaram nesta terça-feira (17) uma ofensiva aérea contra posições estratégicas de mísseis iranianos próximas ao estreito de Ormuz, utilizando munições antibunker de alto poder destrutivo, segundo confirmaram fontes militares americanas.
O ataque teve como alvo locais fortificados onde, de acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, eram armazenados mísseis antinavio capazes de ameaçar a navegação internacional em uma das rotas marítimas mais críticas do mundo.
O Comando detalhou que foram utilizadas “múltiplas munições de 5.000 libras”, projetadas para perfurar estruturas reforçadas e eliminar ameaças profundamente enterradas. As armas destruíram instalações consideradas essenciais pelo exército iraniano para o controle do estreito.
“Os mísseis de cruzeiro localizados nesses sites representavam risco para o tráfego internacional no estreito”, afirmaram oficiais americanos, confirmando o sucesso da missão.
A ação ocorre em meio à máxima tensão na região, marcada pelo fechamento temporário do estreito de Ormuz, decretado pelo Irã em 15 de março, após uma série de ataques e bombardeios no contexto do conflito com Israel e Estados Unidos.
O estreito de Ormuz é vital para a economia global, responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, ligando os principais países exportadores do Oriente Médio a mercados internacionais.
O ataque aconteceu poucas horas após o anúncio da morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, em bombardeio israelense.
Segundo fontes militares americanas, a destruição dos sites fortificados reduz significativamente a capacidade do Irã de impedir o fluxo de hidrocarbonetos para os mercados globais, neutralizando a ameaça de misseis e minas navais.
A ofensiva também ocorreu diante da recusa de alguns aliados, principalmente da OTAN, de participar de uma operação internacional para garantir a livre circulação no estreito. O presidente Donald Trump afirmou recentemente que os Estados Unidos agiriam unilateralmente, se necessário, para proteger o trânsito marítimo e a estabilidade econômica mundial: “Não precisamos da ajuda de ninguém”, declarou.
Nos últimos meses, as forças americanas intensificaram operações na região após ataques a navios petroleiros e cargueiros, alguns atribuídos a unidades iranianas ou grupos aliados de Teerã. Em operação anterior, um ataque de precisão na ilha de Kharg destruiu mais de 90 alvos militares, sem afetar a infraestrutura petrolífera.
A campanha militar busca neutralizar a capacidade do Irã de usar mísseis e minas navais para bloquear ou sabotar o estreito de Ormuz. As autoridades americanas reforçam que os ataques se restringem a alvos militares, priorizando a proteção das instalações de produção e exportação de petróleo, essenciais para evitar impacto ainda maior nos preços internacionais de energia.
A situação no Golfo Persico segue tensa, com o Irã mantendo que o estreito não retornará à normalidade enquanto persistirem as hostilidades. A comunidade internacional acompanha de perto o desenvolvimento da crise, preocupada com uma possível escalada que possa afetar a segurança energética e a estabilidade regional.
(Com informações da EFE)
