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Países árabes condenaram publicamente, neste sábado (27), o ataque do regime iraniano contra o Bahrein e cobraram de Teerã que não avive as tensões na região, que atualmente passa por esforços de desescalada e tentativa de trégua. Nações como os Emirados Árabes Unidos e o Egito rejeitaram a ofensiva atribuída ao Irã, classificando a ação como uma “escalada inaceitável” que mina as tentativas de estabilização.
O Ministério de Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos afirmou, em comunicado, que os ataques constituem “uma flagrante violação da soberania do Bahrein e uma ameaça”, expressando respaldo total à ilha vizinha em “todas as medidas adotadas para preservar sua segurança e estabilidade”. O Egito adotou tom semelhante, destacando em pronunciamento que a agressão ocorre justamente em um momento crítico de busca por diálogo.
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Ataque com drones e versões divergentes
O governo do Bahrein informou que foi alvo, neste sábado, de um ataque perpetrado por “vários drones iranianos”. Teerã, por sua vez, tentou justificar a ação sustentando que seu alvo real foram “bases americanas”, embora não tenha precisado a localização exata das instalações atingidas.
Manama reagiu de forma contundente e responsabilizou “exclusivamente Teerã de socavar os esforços de paz”. O governo do Bahrein afirmou ainda que “a paz não se constrói mediante a intimidação, que a segurança não se conquista mediante a agressão, e que a determinação do Bahrein é mais forte do que qualquer ameaça”.
Até o momento, não há detalhes sobre o objetivo exato da ação militar nem sobre a extensão dos danos causados. Segundo a agência EFE, os alarmes para alertar a população civil sequer foram acionados.
Tensão no Estreito de Ormuz e quebra de cessar-fogo
A Guarda Revolucionária iraniana declarou, na manhã deste sábado, ter atacado posições das forças americanas perto do Estreito de Ormuz. Teerã acusou Washington de violar o memorando de entendimento assinado recentemente, em 17 de junho, cujo objetivo era pôr fim às hostilidades e reabrir a via marítima estratégica.
A ação ocorre poucas horas após o Exército dos Estados Unidos bombardear, na noite de sexta-feira (26), instalações militares iranianas na costa sul do país. Washington apresentou essa operação como uma represália ao ataque iraniano de quinta-feira (25) contra o navio mercante M/V Ever Lovely, de bandeira de Cingapura, quando a embarcação deixava Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) declarou que a postura iraniana “violou claramente o cessar-fogo” e “socavou a liberdade de navegação”.
Paralelamente, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) confirmou que um projétil impactou a região do estreito neste sábado, causando danos a um navio não identificado. O organismo britânico elevou o nível de ameaça na área para “substancial” e emitiu um alerta sobre a presença de navios de guerra dedicados ao desminado na rota.
O Bahrein e o Irã romperam relações diplomáticas oficiais em 2016. Este novo ataque tensiona ainda mais o cenário local, marcado pela presença histórica da Quinta Frota americana em Manama, no exato momento em que governos árabes tentam conter uma crise que ameaça empurrar a região de volta ao confronto aberto.





















































