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As ações americanas voltaram a cair nesta terça-feira (8), no segundo dia consecutivo de fortes perdas, à medida que Wall Street oscilou entre o otimismo inicial e o medo no fechamento, ainda incerta sobre como lidar com a guerra comercial desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Após uma alta inicial de 4,1%, que apontava para o melhor dia em anos, o S&P 500 perdeu todo esse ganho em poucas horas. O índice despencou 75,85 pontos, ou 1,49%, fechando a 4.986,40 pontos, marcando seu menor nível em 11 meses, abaixo da marca de 5.000 pontos.
Enquanto isso, o Nasdaq Composite recuou 335,35 pontos, ou 2,15%, para 15.267,91. O Dow Jones Industrial Average também registrou queda, de 319,58 pontos, ou 0,84%, encerrando a 37.657,76.
Após atingir uma mínima de 36,48 pontos no início do dia, o índice de volatilidade CBOE (VIX), considerado o “termômetro do medo” de Wall Street, voltou a superar os 54 pontos no final da sessão. Na segunda-feira, o VIX já havia alcançado seu patamar mais alto desde agosto do ano passado.
A decisão de Trump de elevar as tarifas sobre a China para um total de 104% a partir da próxima meia-noite, em resposta às retaliações de Pequim aos seus aumentos tarifários, pesou sobre as ações.
Operadores do mercado “estavam otimistas esta manhã de que obteríamos algum tipo de sinal de que estamos nos aproximando de um acordo ou um compromisso com alguns desses países maiores ou que haveria um atraso, dado que tanta gente queria negociar”, disse Lindsey Bell, estrategista-chefe de mercado da Clearnomics em Nova York. “Esse não parece ser necessariamente o caso, já que estamos nos aproximando rapidamente do prazo da meia-noite e os investidores estão perdendo a confiança.”
As surpreendentes oscilações ocorreram após as bolsas de todo o mundo registrarem altas significativas, como o salto de 6% em Tóquio, 2,5% em Paris e 1,6% em Xangai. No entanto, mesmo após esses ganhos, analistas já alertavam para a expectativa de mais oscilações de alta e baixa nos mercados financeiros não apenas nos próximos dias, mas também nas próximas horas.
A grande questão permanece centrada em quanto tempo Trump manterá suas duras tarifas sobre outros países, o que elevaria os preços para os consumidores americanos e desaceleraria a economia a partir de amanhã. Se persistirem por muito tempo, economistas e investidores esperam que causem uma recessão. No entanto, se Trump reduzir as tarifas por meio de negociações relativamente rápidas, o pior cenário pode ser evitado.
No mercado de renda fixa, o rendimento dos títulos do Tesouro subiu pelo segundo dia consecutivo, recuperando parte das fortes perdas dos meses anteriores. O rendimento do título do Tesouro de 10 anos subiu para 4,23%, ante 4,15% na segunda-feira e 4,01% na sexta-feira. Os rendimentos tendem a subir com as expectativas de fortalecimento da economia americana e de inflação.
