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Os trabalhadores do Sistema Petrobras aprovaram uma greve nacional que terá início à zero hora da próxima segunda-feira (15), após considerarem “insuficiente” a contraproposta apresentada pela companhia para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), informou a Federação Única dos Petroleiros (FUP) nesta quarta-feira (10).
Segundo a entidade, a nova proposta da Petrobras foi entregue na terça-feira (9), mas não avançou em pontos centrais que vinham sendo discutidos desde o início das negociações. Entre os principais temas em debate, destaca-se a busca por uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, questão que impacta diretamente a renda de aposentados e pensionistas.
“Com a rejeição da segunda contraproposta, os sindicatos notificarão a empresa sobre a paralisação na sexta-feira”, disse a FUP, ressaltando que, caso a petroleira não considere os três eixos aprovados pela categoria, não há motivos para submeter a proposta às assembleias.
O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, afirmou que a situação se torna “inadmissível” após quase três anos de debates e negociações. “É inadmissível que, após quase três anos de debates e de negociação com a FUP e as demais entidades que integram o Fórum em Defesa dos Participantes da Petros, a Petrobras não tenha formalizado até hoje o seu posicionamento em relação ao fim dos PEDs, apresentando uma proposta que resolva de uma vez por todas esse problema”, declarou Bacelar.
Além dos PEDs, os trabalhadores defendem aprimoramentos no plano de cargos e salários e garantias de recomposição sem aplicação de mecanismos de ajuste fiscal, entre outros pontos considerados essenciais para o ACT.
A greve aprovada afetará diretamente as operações da Petrobras em todo o país, com possível impacto na produção, transporte e distribuição de combustíveis, segundo sindicalistas. A FUP informou que continuará acompanhando as negociações e espera que a empresa retome o diálogo para evitar a paralisação.