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Após 16 dias de paralisação, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) anunciou nesta quarta-feira (31) o fim da greve dos trabalhadores do Sistema Petrobras, iniciada em 15 de dezembro. A decisão foi tomada na terça-feira (30), depois que a estatal apresentou a quarta proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
De acordo com a FNP, o movimento resultou em avanços nas negociações. Entre os principais pontos estão o abono de metade dos dias parados, com a possibilidade de compensação da outra metade por meio de banco de horas, além do compromisso da Petrobras de não punir nem transferir trabalhadores que participaram da greve.
O acordo foi fechado antes da audiência de conciliação marcada para janeiro de 2026 no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que poderia também julgar o dissídio de greve. Em nota, a FNP informou que “a decisão ocorreu após o envio da 4ª proposta pela Petrobras — chamada de proposta de ajuste — com prazo de validade expirando no mesmo dia, e antecedendo a audiência de conciliação do dissídio de greve no TST”.
A mobilização atingiu bases no Rio de Janeiro, no Litoral Paulista, na Amazônia e em Alagoas/Sergipe, atravessando inclusive o período do Natal. Além das reivindicações salariais, os petroleiros criticaram a política da Petrobras, afirmando que a empresa prioriza os interesses dos acionistas em detrimento dos trabalhadores.
Antes disso, em 22 de dezembro, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiu aceitar a contraproposta apresentada pela Petrobras e orientou a suspensão da greve após assembleias da categoria. Trabalhadores de 13 dos 14 sindicatos filiados à FUP aprovaram o acordo, com exceção da base do Norte Fluminense, que rejeitou a proposta — assim como as bases ligadas à FNP.
Na terça-feira (30), os petroleiros do Norte Fluminense também decidiram encerrar a greve iniciada em 15 de dezembro, após 15 dias de paralisação.
Apesar do retorno ao trabalho, os trabalhadores optaram por manter o estado de greve e a assembleia permanente. Segundo os sindicatos, a medida serve para manter a categoria mobilizada e pronta para uma nova paralisação, caso a Petrobras não cumpra os compromissos assumidos nas cartas enviadas durante as negociações que levaram ao fim da greve.
