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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou uma ação movida pela defesa de Eduardo Cunha para anular um processo da Lava Jato em que ele foi condenado a 15 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A decisão foi tomada na quarta-feira da semana passada, 29. Os advogados pediam que o caso, sobre supostos desvios em contratos da Petrobras para construção e afretamento de dois navios-sonda, fosse enviado à Justiça Eleitoral. Fachin, contudo, apontou problemas formais na ação e negou seguimento a ela.
O ministro do STF, que já havia negado uma liminar a Cunha em novembro, também observou que o processo da Lava Jato não tratava de crimes eleitorais, motivo pelo qual não há razão para enviá-lo à Justiça Eleitoral.
“É de se notar que as alegações defensivas não se revelam inequívocas a reverter a condenação do reclamante mediante declínio de competência dos autos à justiça eleitoral, sobretudo porque ‘[N]ão é cabível o manejo de reclamação para se obter o reexame do conjunto fático-probatório dos autos’”, decidiu Fachin.
Em setembro de 2020, o juiz federal Luiz Antônio Bonat condenou cunha Cunha pelo suposto recebimento de 5 milhões de dólares em propina a partir dos contratos dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000, fornecidos à estatal pela Samsung Heavy Industries.
Após apelação, o processo passou a tramitar na segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, onde a ação foi suspensa em abril, por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A Corte determinou que o processo fique parado até que o STF decida qual juízo ficará responsável por ele.
Assim, a ação penal a respeito dos navios-sonda ainda não teve uma sentença de segunda instância, motivo pelo qual a condenação na Justiça Federal do Paraná não enquadra Eduardo Cunha na Lei da Ficha Limpa.
O ex-deputado segue inelegível, no entanto, em razão da cassação de seu mandato na Câmara, em setembro de 2016. O prazo de inelegibilidade é de oito anos.
Apesar do obstáculo, Cunha vem dizendo que se candidatará a uma cadeira de deputado por São Paulo.


















































































