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Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

Política

Flávio Dino mantém suspensão do orçamento secreto, reafirmando poder do STF

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou como inviável o restabelecimento da execução de emendas parlamentares associadas ao orçamento secreto, especificamente as emendas de relator e de comissão, que carecem de transparência. A decisão foi anunciada após uma audiência realizada nesta quinta-feira (10), que contou com a participação de técnicos do Executivo, Legislativo, do Ministério Público e de partidos que questionam as regras de execução das emendas.

Dino suspendeu também as emendas impositivas apresentadas por deputados e senadores ao Orçamento da União, até que o Congresso estabeleça regras que garantam a transparência na transferência de recursos. Em meio às discussões no Congresso sobre um pacote de medidas para limitar os poderes do STF, o ministro defendeu a integridade do tribunal, ressaltando que, conforme a Constituição de 1988, o Supremo possui a palavra final sobre as normas emanadas do Poder Constituinte.

O ministro destacou que o princípio da separação de poderes é fundamental e não pode ser alterado. Em sua decisão, ele explicou que a falta de informações específicas e completas por parte do Legislativo impediu o cumprimento de um acórdão anterior, que exigia maior transparência nas emendas. “A Câmara dos Deputados e o Senado Federal limitaram-se a indicar que soluções devem ser definidas em Projeto de Lei Complementar (PLP), cuja tramitação ainda não se iniciou”, afirmou Dino.

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Ele enfatizou que, diante da resistência do Congresso em fornecer as informações necessárias, não é possível retomar a liberação das emendas. “Permanece inviável o restabelecimento da plena execução das emendas parlamentares no corrente exercício de 2024, até que os Poderes Legislativo e Executivo consigam cumprir a ordem constitucional e as decisões do Plenário do STF”, declarou.

Dino defendeu ainda que qualquer alocação de recursos públicos deve observar os princípios de transparência e rastreabilidade, assegurando o controle institucional e social do orçamento. “Não existe, no sistema constitucional, poderes dissociados de deveres. O poder de elaborar e atuar na execução orçamentária deve ser acompanhado do dever de atender ao devido processo legal estabelecido na Constituição Federal”, concluiu o ministro, ressaltando a gravidade do descumprimento das determinações do STF em relação às práticas orçamentárias.

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