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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO pacote de corte de gastos proposto pelo Poder Executivo deve ser votado pelas duas casas do Congresso Nacional antes do recesso parlamentar, previsto para 22 de dezembro. A expectativa é do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que coordenou uma reunião entre líderes partidários e os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, nesta quinta-feira (28).
Pacheco destacou que compartilhou com Haddad uma impressão positiva sobre as medidas e reafirmou o compromisso de submeter o pacote diretamente ao Plenário do Senado assim que a Câmara dos Deputados o apreciar, com o objetivo de concluir a votação antes do recesso.
Ele alertou para a necessidade de “um trabalho muito intenso” nos próximos dias, mencionando que as próximas três semanas serão decisivas.
O presidente do Senado estimou que a Câmara poderá concluir sua análise nas duas primeiras semanas, com o Senado podendo apreciar a matéria na última semana útil antes do recesso.
O pacote de cortes, anunciado na noite de quarta-feira (27) por Fernando Haddad, visa gerar uma economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos, com R$ 30 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões em 2026. O plano deve ser enviado ao Congresso por meio de uma proposta de emenda à Constituição e um projeto de lei complementar, que iniciam tramitação na Câmara dos Deputados.
Após a reunião, Haddad expressou otimismo sobre a receptividade ao pacote. Ele afirmou que a reunião demonstrou um espírito de abertura para o diálogo e um clima positivo, o que gerou esperança para a construção de um “bom arranjo” até o final do ano. Já Alexandre Padilha, ministro da Secretaria de Relações Institucionais, destacou o comprometimento dos parlamentares, considerando raríssimo o grau de disposição para aprovar uma proposta governamental.
O pacote inclui medidas como a limitação do crescimento do salário-mínimo a um percentual entre 0,6% e 2,5% ao ano, um novo sistema de correção do abono salarial, mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) para evitar fraudes, e o uso de biometria nos cadastros dos programas sociais. O governo também propõe acabar com a “morte ficta” nas Forças Armadas e criar novas regras de contribuição dos militares para fundos de saúde. Outras medidas incluem restrições para o pagamento de supersalários e a expansão das escolas em tempo integral, além de uma mudança no financiamento do programa Pé de Meia.
A proposta gerou reações divergentes. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) defendeu as medidas, afirmando que são racionais e eficazes na contenção de gastos, ao mesmo tempo que mantêm o aumento real do salário-mínimo e garantem o gasto mínimo com saúde e educação. Por outro lado, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou o pacote, alegando que ele prejudica os mais pobres, especialmente pela limitação do crescimento do salário-mínimo e o impacto da inflação.
Durante a reunião, Fernando Haddad também comentou sobre outra proposta: a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, medida que deve resultar em uma renúncia fiscal de R$ 35 bilhões, compensada por uma taxação maior sobre rendimentos superiores a R$ 50 mil. A reforma tributária sobre a renda, no entanto, só deverá ser votada em 2025. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também confirmou que as mudanças no Imposto de Renda não serão votadas neste ano.
A proposta de isenção foi elogiada pelo líder do governo em exercício, Otto Alencar (PSD-BA), que considerou justa a isenção para quem ganha até R$ 5 mil, defendendo uma política fiscal alinhada às necessidades da população. Contudo, a oposição, representada pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), criticou a medida, chamando-a de “cortina de fumaça” que, segundo ele, representa um rombo nas contas públicas superior a R$ 90 bilhões, acusando o governo de falta de compromisso com a agenda fiscal.






















































