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O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) se pronunciou nesta segunda-feira (24) sobre sua viagem aos Estados Unidos, após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão por participação na chamada trama golpista ocorrida após as eleições de 2022. Ramagem afirmou que não se deslocou para o exterior para “se esconder”, mas sim para “trabalhar pelo Brasil como puder”.
Em vídeo divulgado, o parlamentar classificou as decisões do ministro Alexandre de Moraes, que decretou sua prisão preventiva, como “ilegais” e defendeu que sua pena só poderá ser efetivada após trânsito em julgado e autorização da Câmara dos Deputados. “Então, eu estou regular. Eu posso, sim, continuar minha atuação parlamentar, mesmo à distância, como vários de vários partidos fazem também”, disse Ramagem.
O deputado também aproveitou a oportunidade para defender a aprovação de um projeto de anistia “ampla, geral e irrestrita”. Em suas declarações, cobrou posicionamento de bancadas políticas, como a do agronegócio e a evangélica, sobre o tema. “Cadê a bancada do agro? Vai ficar do lado dos destruidores do país? Cadê a bancada evangélica? Vai ficar do lado de quem persegue, de quem é contra a família, os valores cristãos?”, questionou.
Ramagem deixou o Brasil em setembro e, segundo apuração da Polícia Federal, pode ter saído pela Venezuela ou Guiana, antes de seguir para os Estados Unidos. O deputado possui passaporte diplomático válido até 2027. Até o momento, o STF não se manifestou sobre a cautelar que impedia a saída do país, nem se ela foi revogada para permitir a viagem.
O parlamentar ainda aguarda a fase de trânsito em julgado de sua condenação, momento em que Moraes poderá determinar o início do cumprimento da pena. Apenas o tenente-coronel Mauro Cid, delator do caso, já começou a cumprir a sentença.