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Um dia após confirmar publicamente sua candidatura à Presidência da República em 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que começará as negociações políticas imediatamente. O filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (6), que seu primeiro passo será mobilizar aliados para aprovar o projeto de anistia no Congresso Nacional.
A prioridade declarada do senador visa beneficiar os condenados pelos atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Apelo por União da Direita
Pelas redes sociais, Flávio Bolsonaro lançou um apelo às lideranças de direita, estabelecendo a aprovação da anistia como o principal ponto de união.
“Tomada a decisão ontem, hoje começo as negociações! O primeiro gesto que eu peço a todas as lideranças políticas que se dizem anti-lula é aprovar a anistia ainda este ano! Espero não estar sendo radical por querer anistia para inocentes. Temos só duas semanas, vamos unir a direita!“, escreveu Flávio na publicação.
Anistia em Xeque no Congresso
O projeto de anistia tem sido uma pauta constante do PL desde o ano passado, mas encontra-se travado. Em setembro, a Câmara dos Deputados chegou a aprovar a urgência para a tramitação do texto, mas desde então não avançou.
A proposta de anistia ampla defendida por Flávio Bolsonaro choca-se diretamente com outra proposta em negociação no Congresso: o chamado “PL da Dosimetria”.
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PL da Dosimetria: Esta proposta prevê o abrandamento das sentenças dos condenados pelo 8 de janeiro, unificando penas para crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito, mas sem extinguir as punições.
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Rejeição da Família Bolsonaro: Flávio Bolsonaro e aliados do ex-presidente manifestam forte resistência ao PL da Dosimetria. Eles buscam uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados.
O senador já havia descartado publicamente qualquer discussão sobre a dosimetria, reafirmando que o foco é a anistia total.
“Não abrimos mão de isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes. Vamos usar nossos artifícios regimentais para aprovar a anistia. Não temos compromisso nenhum com a dosimetria. Que vença quem tiver mais votos”, disse Flávio em novembro, deixando claro que o objetivo é votar o projeto que extingue as punições, e não o que apenas as revisa.