Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da mesa diretora da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (9), após ocupar o assento destinado ao presidente da Casa em protesto contra o processo de cassação de seu mandato. A votação do caso está marcada para esta quarta-feira (10), conforme anunciou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A ação de Braga ocorreu enquanto o plenário iniciava a sessão que poderia votar o projeto que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O deputado assumiu a cadeira da presidência e conduziu, sozinho, toda a etapa destinada aos discursos parlamentares, anterior à Ordem do Dia, quando são analisadas as matérias em votação.
Após a recusa de Braga em deixar a mesa diretora, agentes da Polícia Legislativa passaram a retirar deputados e assessores do local. A TV Câmara desligou o sinal às 17h34 — o mesmo horário em que jornalistas foram obrigados a deixar o plenário e tiveram o acesso bloqueado.
A assessoria da Presidência da Câmara afirmou que a retirada da imprensa seguiu um “protocolo interno”, mas não informou qual medida teria sido acionada nem quais regras orientam esse tipo de procedimento. A interrupção da transmissão também não foi detalhada oficialmente.
Glauber Braga responde a um processo por quebra de decoro parlamentar. Ele é acusado de agredir um manifestante do Movimento Brasil Livre (MBL) durante um protesto no Congresso Nacional, em abril deste ano. O Conselho de Ética aprovou a representação contra o parlamentar, e o parecer pela cassação será submetido ao plenário.
Para perder o mandato, são necessários ao menos 257 votos favoráveis.
O episódio elevou a tensão política no plenário, especialmente por ocorrer enquanto tramitava o PL da Dosimetria, que pode alterar penas de investigados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A ocupação da mesa, o fechamento do plenário e a retirada de jornalistas em plena sessão geraram críticas de parlamentares da oposição e questionamentos sobre transparência.
A Câmara ainda não informou quando a sessão suspensa será retomada nem se adotará novas medidas de segurança para a votação marcada desta quarta-feira.
