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🧡 Ver Ofertas na ShopeePresidente do Supremo pode arquivar o caso ou levá-lo ao plenário; mensagens da PF mostram encontros e pedidos de ajuda entre Moraes e banqueiro Vorcaro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deve decidir na próxima semana se o tribunal vai abrir uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes. O motivo são as mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
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Essas mensagens foram encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro e mostram que os dois tiveram contato próximo. Segundo a PF, há evidências de pelo menos seis encontros entre Moraes e Vorcaro. As conversas indicam que o banqueiro pedia ajuda a Moraes para atrasar investigações contra o Banco Master e conseguir informações sigilosas.
Quem decide o que acontece agora?
O relator do caso no STF é o ministro André Mendonça. Ele já recebeu o relatório da PF e deve enviar o documento ao presidente da Corte, Edson Fachin, nos próximos dias.
A partir daí, a decisão é de Fachin. Ele pode:
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Arquivar o caso — se concordar com o pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que já defendeu o arquivamento da investigação.
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Levar o caso ao plenário — ou seja, colocar em votação com todos os ministros do STF para decidirem se Moraes deve ou não ser investigado.
Por que o tribunal está dividido?
Os ministros do STF estão em dois lados:
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Um grupo defende que o caso vá para investigação, por causa das mensagens e contratos milionários entre Vorcaro e o escritório da esposa de Moraes.
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Outro grupo defende Moraes e quer anular as provas, alegando que o relator Mendonça agiu sozinho e ultrapassou seus limites.
O que mostram as mensagens?
Segundo o relatório da PF:
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Moraes e Vorcaro se conheceram no fim de 2023.
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Em poucos dias, fecharam um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa de Moraes.
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A PF diz que Moraes fez a última edição do contrato.
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Depois disso, Moraes se tornou um contato frequente de Vorcaro, indo à casa do banqueiro e participando de eventos de luxo.
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Vorcaro perguntou a Moraes se ele deveria deixar o país na véspera de ser preso, em novembro de 2025.
O papel do PGR e o próximo passo
O procurador-geral Paulo Gonet também aparece nas mensagens. Em uma delas, Vorcaro diz “Saudade dele” ao se referir a Gonet. Apesar disso, Gonet pediu que o caso seja arquivado e que tudo seja considerado nulo.
Mendonça deu cinco dias para Gonet se manifestar, mas não é obrigado a seguir o que ele pede. O ministro pode ignorar o parecer e enviar o caso a Fachin.
O placar no STF
O julgamento terá nove ministros, porque Moraes não votaria em um caso que envolve a própria investigação sobre ele. A contagem atual é a seguinte:
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Três votos contra a abertura de investigação: Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
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Três votos a favor da investigação: André Mendonça, Luiz Fux e Edson Fachin.
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Quatro votos indefinidos: Dias Toffoli, Nunes Marques, Cármen Lúcia e um quarto voto ainda não mapeado.
Entre os indefinidos, Toffoli — que também tem envolvimentos com Vorcaro — pode votar com Mendonça. Nunes Marques é considerado alinhado a Mendonça. Já Cármen Lúcia, que é próxima a Moraes, pode ser influenciada pela opinião pública em um julgamento televisionado.
O entorno de Mendonça acredita ter maioria, mas analistas afirmam que nada está garantido.
Cronograma
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Esta semana: Mendonça deve liberar o relatório a Fachin.
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Próxima semana: Fachin decide se arquiva ou leva ao plenário.
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Se levar ao plenário, os ministros vão votar se Moraes deve ou não ser investigado.
Nesta quarta-feira (2), os ministros se reúnem para julgar outros processos, mas o caso Moraes deve dominar as conversas de bastidores. Moraes e Mendonça estarão no mesmo ambiente. É possível que algum ministro fale sobre o assunto durante a sessão, mas nenhuma decisão será tomada hoje.



















































































