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🧡 Ver Ofertas na ShopeeUm novo estudo internacional aponta que a solidão pode impactar negativamente a memória de idosos, embora não esteja associada a uma aceleração do declínio cognitivo ao longo do tempo.
A pesquisa, publicada na revista Aging & Mental Health, analisou dados de mais de 10 mil pessoas com idades entre 65 e 94 anos, distribuídas em 12 países da Europa. Os pesquisadores identificaram que participantes que relataram maiores níveis de solidão apresentaram pior desempenho em testes de memória já no início do estudo.
Apesar disso, ao longo de sete anos de acompanhamento, a taxa de declínio da memória foi semelhante entre todos os grupos, independentemente do nível de solidão relatado.
O autor principal do estudo, Luis Carlos Venegas-Sanabria, da Universidade do Rosario, destacou que o resultado foi inesperado. Segundo ele, os dados indicam que a solidão pode ter maior influência no estado inicial da memória do que em sua progressão ao longo do tempo.
O levantamento utilizou informações da pesquisa SHARE (Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe), que acompanhou 10.217 idosos entre 2012 e 2019. Os participantes passaram por testes de memória imediata e tardia, além de responderem a questionários sobre sentimentos de isolamento, exclusão e falta de companhia.
Cerca de 8% dos entrevistados relataram altos níveis de solidão no início do estudo. Esse grupo, de forma geral, era composto por pessoas mais velhas, com maior predominância feminina e com maior incidência de condições como depressão.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que os resultados contribuem para o debate sobre a relação entre solidão e risco de demência. Embora exista associação entre isolamento social e pior desempenho cognitivo, ainda não há consenso sobre uma relação direta de causa e efeito.
O pesquisador Jordan Weiss, que não participou do estudo, avalia que a solidão pode exercer seus efeitos ao longo de décadas, antes mesmo da fase idosa. Ele também ressalta que fatores como depressão, hipertensão e diabetes podem estar associados à solidão, o que dificulta isolar suas causas.
Já a psicoterapeuta Amy Morin afirma que a solidão pode ser tanto um fator quanto um reflexo de outros problemas de saúde mental ou física, tornando a relação ainda mais complexa.
Diante dos resultados, os pesquisadores sugerem que a avaliação da solidão passe a integrar exames cognitivos de rotina, como forma de contribuir para o envelhecimento saudável. Especialistas também recomendam a manutenção de atividades sociais e mentais, como encontros com amigos, participação em grupos e práticas comunitárias, para preservar a saúde do cérebro na terceira idade.






















































