Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O presidente do PSDB paulista, Paulo Serra, criticou nesta quinta-feira (5) o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, após o anúncio da filiação de seis deputados estaduais do PSDB ao partido. A movimentação, segundo Serra, foi marcada por “desrespeito” e “canibalismo” dentro da base governista.
Os parlamentares que migrarão para o PSD são Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Maria Lúcia Amary, Mauro Bragato e Rogério Nogueira. Além deles, Dirceu Dalben, do Cidadania, também se filia à sigla. A mudança de legenda deve ocorrer em 4 de março.
“Lamento profundamente a forma desrespeitosa de cooptação de quadros”, afirmou Serra. “Importante destacar que o PSD é da base do PT no governo federal e contribui com um modelo de governo que não funciona mais.”
Em nota, o dirigente tucano disse respeitar Kassab, mas reforçou que o movimento não favorece a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. “Este tipo de ‘canibalismo’ dentro da base do governador, ao meu ver, em nada ajuda na construção de um projeto nacional de centro”, acrescentou.
Procurada, a assessoria de Kassab não comentou o caso. Nos bastidores, especula-se que o dirigente tem interesse na vaga de vice-governador, atualmente ocupada por Felício Ramuth. Kassab chegou a afirmar que ocupar o posto seria um “privilégio”.
A ofensiva de filiações do PSD em São Paulo faz parte de uma estratégia nacional para ampliar sua bancada. Atualmente, o partido conta com seis governadores, incluindo Ronaldo Caiado (Goiás) e Marcos Rocha (Rondônia), e lidera em número de prefeituras, com 891 administrações municipais. No Congresso, possui 47 deputados federais e 14 senadores.
Com a saída dos seis tucanos, o PSDB, que já foi dominante na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), terá apenas dois parlamentares, a menor bancada de sua história. Por outro lado, o PSD, que já tinha quatro cadeiras na Alesp, passará a contar com 11 parlamentares.