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A disfunção erétil é mais comum do que muitos imaginam. Mais da metade dos homens com mais de 40 anos terão algum tipo de problema erétil, e a prevalência aumenta com a idade (embora homens na casa dos 20 e 30 também possam ser afetados).Dois especialistas ouvidos pelo Jormal The New York Post detalharam as causas mais comuns e os caminhos para recuperar a saúde sexual.
Principais causas da disfunção erétil
De acordo com o urologista Justin Houman, da Tower Urology no Cedars-Sinai, a DE geralmente está ligada a problemas de circulação. Artérias endurecidas, hipertensão, colesterol alto e tabagismo podem comprometer o fluxo sanguíneo necessário para uma ereção. Danos nos nervos — provocados por doenças metabólicas, hormonais ou neurológicas — também interferem nos sinais enviados do cérebro ao pênis.
Doenças como diabetes podem lesionar nervos e vasos sanguíneos fundamentais para a função erétil. Medicamentos para pressão arterial, antidepressivos e quimioterápicos, além de cirurgias pélvicas, obesidade, apneia do sono e doenças renais ou hepáticas crônicas, estão entre os fatores de risco. Aspectos psicológicos, como depressão, ansiedade e estresse no relacionamento, também podem agravar o quadro.
Atração preservada, mas ereção comprometida
O urologista Jay Amin, do Orlando Health Medical Group, afirma que muitos homens relatam dificuldade de ereção mesmo quando sentem atração pelo parceiro. Segundo ele, é essencial descartar causas médicas e hormonais antes de analisar questões emocionais.
Houman explica que desejo e excitação envolvem processos diferentes. “Homens que acham seus parceiros atraentes podem ainda enfrentar problemas de ereção se vasos sanguíneos, nervos ou hormônios estiverem comprometidos”, afirma. A ansiedade de desempenho pode gerar um ciclo de frustração e evitar intimidade, frequentemente confundido com falta de interesse.
Especialistas recomendam que casais conversem abertamente sobre o problema. “A conversa reduz o estresse e mostra que ambos estão buscando uma solução”, diz Amin.
Quando procurar ajuda médica
A orientação dos especialistas é que homens com DE procurem inicialmente um médico de atenção primária. O profissional pode investigar condições associadas, como doenças cardíacas, alterações hormonais ou diabetes, e encaminhar o paciente ao urologista, quando necessário.
Como a disfunção erétil pode ser um sinal de problemas mais graves, especialmente cardiovasculares, ela não deve ser ignorada. A boa notícia é que as opções de tratamento são cada vez mais acessíveis, incluindo medicamentos disponíveis por plataformas online.
Tratamentos disponíveis
O tratamento depende da causa da DE e dos objetivos do paciente. Segundo Houman, a primeira etapa envolve mudanças no estilo de vida: controle da pressão arterial, colesterol e glicemia, perda de peso, prática regular de exercícios, redução do consumo de álcool e abandono do tabagismo. Tratar apneia do sono ou depressão também pode melhorar o quadro.
Medicamentos orais ajudam a aumentar o fluxo sanguíneo para o pênis, enquanto terapia psicológica pode tratar ansiedade de desempenho e estresse. Para casos moderados, dispositivos de ereção a vácuo ajudam a atrair sangue para o pênis, auxiliados por uma faixa de constrição que mantém a ereção.
Opções mais invasivas incluem injeções intracavernosas, medicamentos intrauretrais e implantes penianos infláveis ou semirrígidos, considerados eficazes quando outras terapias falham.
Terapias experimentais — como ondas de choque de baixa intensidade, plasma rico em plaquetas e ativadores de melanocortina — têm demonstrado potencial, mas ainda precisam de mais estudos.