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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão preventiva do tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo, conhecido como um dos membros do grupo de elite do Exército, popularmente referido como “kids pretos”. Azevedo está preso sob a suspeita de envolvimento em um alegado plano de golpe de Estado e assassinato de autoridades. Além disso, Moraes determinou que, durante o período de detenção, apenas a esposa e a filha do militar poderão visitá-lo.
A prisão do tenente-coronel e a restrição às visitas acontecem após incidentes envolvendo a tentativa de introdução de equipamentos eletrônicos no Batalhão da Polícia do Exército de Brasília. Em dezembro de 2024, a irmã de Azevedo tentou entregar a ele uma caixa de panetone lacrada. Durante a inspeção no detector de metais, a caixa disparou o alarme, revelando dentro dela um fone de ouvido, um cabo USB e um cartão de memória. Como resultado, as visitas foram suspensas por decisão de Moraes.
Em relação à investigação, a Polícia Federal indiciou Azevedo em dezembro de 2024, juntamente com outras três pessoas, por sua alegada participação no plano que inclui o assassinato de autoridades, entre elas o próprio ministro Alexandre de Moraes. Na época dos fatos, Azevedo era major de Infantaria do Exército e atuava no Comando de Operações Especiais. A apuração faz parte de um inquérito mais amplo que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, os ex-ministros Augusto Heleno e Walter Braga Netto, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também foram indiciados no caso. O relatório da Polícia Federal sobre o suposto golpe está, neste momento, sendo analisado pelo Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, ligado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que o recebeu do ministro Alexandre de Moraes.