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O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, deve sediar na próxima semana um marco inédito para o setor aeroespacial brasileiro. A empresa sul-coreana Innospace confirmou uma nova data para o lançamento do foguete Hanbit-Nano, previsto para a próxima segunda-feira, 22 de dezembro, às 15h45 (horário de Brasília). A missão integra a Operação Spaceward e representa o primeiro lançamento comercial orbital realizado em território brasileiro.
O lançamento é fruto de uma parceria entre a Innospace e a Agência Espacial Brasileira (AEB), que oferece apoio institucional à operação. De acordo com a empresa, o horário poderá sofrer ajustes em função das condições meteorológicas, já que há previsão de chuva para a data programada. Eventuais mudanças serão comunicadas com antecedência.
Inicialmente agendada para o dia 17 de dezembro, a operação foi adiada mais de uma vez, sendo remarcada primeiro para o dia 19. Segundo a Innospace, os adiamentos ocorreram após a identificação de questões técnicas durante as inspeções finais do veículo. Em uma das verificações, foi detectada uma anomalia em um componente do sistema de resfriamento do primeiro estágio, o que levou à substituição preventiva da peça. Em outra etapa, houve a necessidade de uma nova checagem em uma válvula do sistema de abastecimento do segundo estágio.
Para o presidente da AEB, Marco Antonio Chamon, os adiamentos já estavam dentro do planejamento da missão. “Por isso que nós temos uma janela de lançamento até o dia 22, e não uma data fixa”, afirmou, ao destacar que procedimentos de segurança e confiabilidade são comuns em operações desse tipo.
O foguete Hanbit-Nano levará ao espaço oito cargas úteis, sendo sete brasileiras e uma estrangeira. Os equipamentos foram desenvolvidos por universidades, institutos de pesquisa, startups e empresas nacionais, muitas delas com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da AEB. A seleção das cargas é resultado de um edital de chamamento público lançado em 2020, que buscou fortalecer o modelo de parcerias público-privadas no setor espacial brasileiro.
Com dois estágios, o Hanbit-Nano foi projetado para colocar até 90 quilos de carga útil em órbita baixa, a aproximadamente 500 quilômetros de altitude. O foguete tem cerca de 21,7 metros de altura e 1,4 metro de diâmetro, sendo parte de uma nova geração de lançadores de pequeno porte, voltados para missões mais rápidas, econômicas e com maior previsibilidade operacional.
Localizado próximo à linha do Equador, o Centro de Lançamento de Alcântara é considerado estratégico para operações espaciais, pois permite maior eficiência no consumo de combustível e ampliação da capacidade de carga. Especialistas avaliam que o avanço das operações comerciais no local pode ampliar a inserção do Brasil no mercado global de lançamentos orbitais e impulsionar o desenvolvimento da indústria espacial nacional.
