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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o FBI anunciaram nesta quarta-feira (26) o desmantelamento de uma operação de ciberespionagem atribuída a atores patrocinados pelo Estado chinês. Segundo as autoridades, a estrutura teria sido usada para invadir algumas das instituições mais sensíveis do governo americano, incluindo a NASA, o Federal Reserve (Banco Central dos EUA), o Senado e o próprio Departamento de Justiça.
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De acordo com informações da Reuters, as autoridades federais apreenderam os domínios de duas plataformas de hackers, chamadas QScan e QTRouter. As ferramentas eram operadas por um grupo conhecido como QTFY e teriam ligação com a empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company.
Documentos judiciais apresentados ao Tribunal Distrital do Sul da Califórnia indicam que entre os alvos também estavam o Departamento de Energia, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos e os Institutos Nacionais de Saúde (NIH). Quatro empresas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, que não tiveram os nomes divulgados, também aparecem entre as possíveis vítimas.
Como funcionava a operação
Segundo os investigadores, as duas plataformas desempenhavam funções complementares.
A QScan era utilizada para localizar e comprometer automaticamente milhares de dispositivos conectados à internet, especialmente equipamentos de Internet das Coisas (IoT). Depois de invadidos, esses aparelhos eram incorporados à rede QTRouter.
A segunda plataforma funcionava como uma espécie de sistema de ocultação da origem dos ataques. As comunicações maliciosas eram direcionadas por meio de dispositivos espalhados pelo mundo, fazendo com que as conexões parecessem partir de computadores localizados fora da China.
Com a apreensão dos domínios utilizados pela infraestrutura, as autoridades americanas afirmam ter conseguido desativar as duas plataformas.
Serviços teriam sido oferecidos a órgãos chineses
Os documentos judiciais apontam que os serviços da QTFY eram disponibilizados a clientes mediante pagamento. Entre os supostos usuários estariam o Ministério de Segurança do Estado da China e o Exército de Libertação Popular (ELP).
A infraestrutura teria sido utilizada para comprometer redes nos Estados Unidos e em outros países desde pelo menos 2018.
“Os hackers maliciosos patrocinados pelo Estado que atacam a infraestrutura crítica da América serão detidos e processados”, afirmou o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, em comunicado divulgado pelo Departamento de Justiça.
O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que as ferramentas eram utilizadas por agentes cibernéticos ligados à República Popular da China para esconder a origem dos ataques.
Ação faz parte de ofensiva contra grupos chineses
A operação foi conduzida com participação do escritório do FBI em San Diego, da Divisão Cibernética da agência e da Seção de Segurança Nacional do Departamento de Justiça.
A ação faz parte de uma série de operações realizadas pelo governo americano contra estruturas de ciberespionagem atribuídas a grupos chineses.
Em 2025, o FBI removeu o malware PlugX de mais de 4 mil computadores nos Estados Unidos infectados pelo grupo Mustang Panda. No ano anterior, a agência desativou uma botnet formada por centenas de milhares de dispositivos IoT que teria sido operada pelo grupo Flax Typhoon.
Em 2023, autoridades americanas também desarticularam outra rede associada ao Volt Typhoon, grupo acusado de mirar infraestruturas críticas.
Especialistas afirmam que o uso de empresas privadas para fornecer ferramentas e serviços de ataque cibernético a órgãos governamentais chineses vem crescendo nos últimos anos.
Dakota Cary, analista especializado em China da empresa de segurança cibernética SentinelOne, disse à Reuters que o número de empresas chinesas que oferecem serviços ofensivos especializados aumentou significativamente na última década.
China nega envolvimento em ataques
A Embaixada da China em Washington não respondeu aos pedidos de manifestação feitos pela Reuters. Pequim nega regularmente envolvimento em operações de invasão e espionagem cibernética.
A Reuters também informou que não conseguiu localizar informações de contato da Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company para obter uma manifestação da empresa sobre as acusações.



















































































