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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEm depoimento prestado na semana passada ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, afirmou que acreditava ter construído “um sistema” para protegê-lo, mas que “tudo se virou contra mim”. A oitiva, solicitada pela defesa do banqueiro, foi revelada pela colunista Bela Megale e obtida pela equipe da coluna de Malu Gaspar, do O Globo.
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“Eu queria ter a oportunidade de falar, porque hoje eu sei por que tudo aconteceu. Porque eu estava com esse sistema ali, que eu achava que tinha construído um sistema para me proteger e, de repente, todo esse sistema se virou contra mim”, disse Vorcaro a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça, responsável por colher o depoimento, que foi realizado sem a presença da Polícia Federal.
Ameaças e falta de provas
De acordo com a transcrição, Vorcaro relatou que a mãe e a irmã têm sofrido “inúmeras ameaças de morte”, mas não apresentou provas. Ele também afirmou que “existem pessoas no núcleo do poder” que “não querem” que ele faça um acordo de colaboração premiada, sem, no entanto, elencar quais.
O banqueiro citou a relação que construiu com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e sugeriu que essa seria uma das razões para a suposta falta de interesse da PF em avançar nas negociações de um acordo de colaboração premiada. “Tem motivações políticas por trás dessa virada contra mim, e de tudo que foi feito depois para me deixar preso e calado no mínimo até passar todos os interesses políticos com o passar do tempo”, disse Vorcaro.
Apesar das alegações, o ex-banqueiro manteve a postura demonstrada desde que foi preso pela segunda vez, em março deste ano, recusando-se a admitir crimes e alegando ser alvo de perseguição.
PGR pede arquivamento
Nesta quarta-feira (2), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento da denúncia apresentada por Vorcaro sobre supostas ameaças. Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, o banqueiro “não noticiou fato concreto ou juridicamente delimitado” e não apresentou elementos que justificassem a adoção de medidas investigativas.



















































































