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🧡 Ver Ofertas na ShopeeDecano da Corte defende medida para evitar interferência em investigações; seis policiais federais atuam hoje junto a ministros do Supremo.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs ao presidente da Corte, Edson Fachin, que delegados da Polícia Federal sejam proibidos de atuar nos gabinetes dos magistrados. A medida já vinha sendo defendida pelo decano desde o início da escalada da crise entre o ministro André Mendonça e a direção-geral da PF, mas ganhou força após o relator do caso Master expor diálogos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes. A informação foi relatada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (3).
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Segundo o veículo, atualmente seis delegados da PF estão cedidos ao Supremo: dois trabalham com Mendonça nos casos Master e INSS, dois com o próprio Moraes, um no gabinete do ministro Luiz Fux e mais um que atua na área de segurança. Gilmar afirmou a auxiliares que esses policiais podem acabar interferindo na condução das investigações, com o objetivo de galgar novas posições na categoria ou obter algum benefício político.
Medida ganha força após crise
O decano já havia conversado com Fachin sobre o tema há cerca de duas semanas e deve voltar a suscitar a questão nesta quinta-feira (3). Ambos devem se reunir para discutir a crise inédita que se abateu sobre a Corte, que pela primeira vez vai deliberar se abre ou não investigação contra um colega.
Fachin tem procurado os magistrados para conversas individuais. A avaliação do presidente do STF é de que a situação não tem precedentes e deve ser tratada com o máximo de prudência, visando à preservação da instituição.
Divisão no STF e contra-ataque
A ala que defende Moraes entende que Mendonça atropelou os ritos ao mandar a PF investigar um ministro do STF à revelia de decisão prévia do plenário, como manda o regimento. Esse grupo compara os métodos do relator com os da Operação Lava Jato e prepara uma ofensiva para expor essas fragilidades.
Já o entorno de Mendonça diz que não houve ato investigatório, apenas uma determinação para que a PF identificasse o interlocutor de Vorcaro. Ao levantar o sigilo do material, o relator do caso Master disse que o plenário do Supremo é o “caminho inevitável” para debater o tema.
Um ministro chegou a alertar Fachin sobre a possibilidade de Mendonça estar sendo influenciado pelos delegados lotados em seu gabinete, que são críticos da postura do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Em junho, o governo Lula enviou ofícios a mais de 50 órgãos da administração pública pedindo para que policiais federais cedidos fossem devolvidos aos postos de origem. O Supremo, no entanto, foi poupado.



















































































