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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o Comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal preste esclarecimentos, no prazo de 48 horas, sobre uma visita realizada fora do horário autorizado ao ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
Torres está preso na Papudinha, unidade do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. A decisão foi assinada na quinta-feira (20) e publicada nesta segunda-feira (23), após o STF receber relatório periódico da Polícia Militar sobre a entrada de visitantes.
Segundo o documento, em 11 de fevereiro, entre 17h e 19h, o ex-ministro recebeu a visita do pai, João Torres Filho, e da irmã, Patrícia Gisele Torres. O horário, no entanto, não corresponde aos turnos fixados por Moraes.
Em decisão anterior, de 29 de janeiro, o ministro autorizou visitas às quartas-feiras e aos sábados, em três períodos: das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h.
Condenado a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Anderson Torres cumpre pena determinada pelo STF. Ele está matriculado em cursos técnicos e realiza leitura de livros para remição de pena.
O ex-ministro divide cela de 54 metros quadrados com Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), condenado a 24 anos e 6 meses de prisão por integrar o núcleo de gerência do plano golpista de 2022 e por utilizar a corporação para interferir nas eleições.
