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🧡 Ver Ofertas na ShopeeAgência suspendeu 4 de 9 empresas fiscalizadas e 9 aeronaves após tragédia com 4 mortos na Floresta da Tijuca; fiscalização identificou suspeitas de fraude em diários de bordo e falhas de manutenção
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu as operações de voos panorâmicos de quatro empresas no Rio de Janeiro após a queda de um helicóptero que matou quatro pessoas no início de agosto. O anúncio foi feito nesta terça-feira (18) em coletiva com o vice-prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, e o diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein.
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Das 12 empresas autorizadas a realizar voos turísticos na capital fluminense, nove passaram por fiscalização emergencial. Dessas, quatro tiveram a autorização suspensa: a VRP (proprietária da aeronave acidentada), a Broad Fly, a Nobre Turismo e a Mr. Top Fly. Ao todo, 18 aeronaves foram vistoriadas e nove acabaram interditadas. Além disso, cinco empresas perderam a permissão para utilizar o heliponto da Lagoa Rodrigo de Freitas.
A medida ocorre em resposta à queda do helicóptero Robinson R44, prefixo PP-MFS, na região da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca, no início do mês. A aeronave da operadora VRP transportava três turistas colombianas e o piloto. Todos os ocupantes morreram no local.
De acordo com a Anac, os inspetores identificaram indícios de fraude nos diários de bordo — como a omissão deliberada de tempo de voo —, além de falhas graves no gerenciamento operacional e na manutenção preventiva das aeronaves.
O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, declarou que as vistorias continuarão de forma contínua. “Esse é um número preocupante e altíssimo. Essas ações serão frequentes até que todas as empresas sejam fiscalizadas”, afirmou. Ele ressaltou que o pente-fino alcançará todas as empresas de táxi aéreo e oficinas de manutenção do país “para garantir que voar de helicóptero no Rio de Janeiro e no Brasil seja seguro”.
Em 2026, acidentes com helicópteros já deixaram 13 mortos no estado do Rio de Janeiro. Paralelamente, a frota de helicópteros na capital cresceu 29% em relação a 2023. Investigações preliminares revelam ainda que cerca de 28% das aeronaves que decolam do Aeroporto de Jacarepaguá descumprem a altitude mínima de segurança de 150 metros.
Diante do cenário de risco, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou que os voos panorâmicos fiquem restritos a um corredor aéreo exclusivamente sobre o mar, conectando a Barra da Tijuca ao Arpoador. A proposta passa por avaliação dos órgãos de aviação e controle do espaço aéreo.




















































































