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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA mansão no Lago Sul, em Brasília, frequentada pela lobista Roberta Luchsinger e por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi alugada por um terceiro que mantém vínculos com o filho do presidente. As informações foram publicadas pela jornalista Malu Gaspar, em O Globo, nesta sexta-feira (21).
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O contrato de locação do imóvel foi assinado pelo dentista Rafael Nicolau Arbex, que atuou como testemunha de defesa de Fernando Bittar no processo da Operação Lava Jato sobre o sítio de Atibaia. Bittar figurava como proprietário do sítio que esteve no centro da ação que levou à condenação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — sentença posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021.
Em depoimento prestado em 2018 à 13ª Vara Federal de Curitiba, Arbex afirmou que residiu no sítio em Atibaia a convite de Bittar e negou a presença frequente da família de Lula no local. Na ocasião, declarou conhecer Bittar e Lulinha há 25 anos. A esposa de Bittar, Lilian, é prima de Arbex.
Negociação, sigilo e estrutura do imóvel
Segundo a imobiliária TRK, responsável por intermediar o negócio, Roberta Luchsinger visitou o imóvel e participou das reuniões para discutir os termos do aluguel. No entanto, o contrato foi assinado formalmente por Arbex, acompanhado de uma cláusula de confidencialidade.
“Em 2024, nós da TRK fizemos apenas a intermediação da locação da casa, e o locatário no contrato intermediado por nós foi o Rafael Nicolau Fioruci Arbex. A Roberta nunca foi locatária em nenhum contrato intermediado pela TRK”, informou a empresa em nota. O proprietário do imóvel também evitou prestar esclarecimentos, citando a cláusula de sigilo.
A mansão possui 2.110 m², conta com piscina, jardim, churrasqueira e escritório, e fica situada em um condomínio fechado com acesso restrito. O valor do aluguel na região gira em torno de R$ 240 mil por ano.
Presença de Lulinha e investigações da PF
Em depoimento, uma ex-funcionária da residência afirmou que Roberta e Lulinha frequentavam o local ao menos duas vezes por mês. Segundo ela, o filho do presidente chegava sozinho em algumas ocasiões e permanecia no imóvel por até dois dias. Entre os frequentadores relatados estava Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
Lulinha e Roberta Luchsinger são investigados pela Polícia Federal sob suspeita de tráfico de influência. Roberta prestava serviços ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e mantinha amizade próxima com Lulinha.
Mensagens apreendidas na Operação Sem Desconto mostram Luchsinger e Lulinha discutindo operações comerciais, incluindo formas de manter valores fora do alcance do fisco, citando Luxemburgo como um dos possíveis destinos. Investigações apontam que Lulinha é suspeito de ter recebido repasses do “Careca do INSS” e é alvo de três inquéritos.



































































