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Chico Buarque ironizou, pelo Instagram, uma declaração dada pelo presidente Jair Bolsonaro sobre o Prêmio Camões, considerada a premiação mais importante da literatura em língua portuguesa, pelos governos do Brasil e de Portugal.

Em conversas com jornalistas no Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que tinha até o fim de um possível segundo mandato para “assinar embaixo” do prêmio. “É segredo. Chico Buarque? Eu tenho prazo? Até 31 de dezembro de 2026, eu assino”, comentou

O cantor, compositor e escritor foi selecionado para receber a premiação e brincou com a recusa de Bolsonaro em assinar o diploma:

“A não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo prêmio Camões”, rebateu Buarque.

O Prêmio Camões foi instituído em 1989, e concede 200 mil euros (em torno de R$ 900 mil), anualmente, para “um escritor cuja obra contribua para a projeção e o reconhecimento da língua portuguesa”.

A parcela do Brasil nesta quantia já foi paga, em junho. O que segue pendente é a assinatura do “diploma” que comprova o recebimento do prêmio. Buarque é um dos maiores críticos do governo Bolsonaro na classe artística