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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), alcançou um patamar histórico nesta quinta-feira (4), ao romper os 164 mil pontos pela primeira vez. Impulsionado por expectativas positivas no cenário internacional e pela divulgação de dados econômicos no Brasil e nos Estados Unidos, o índice chegou aos 164.149,02 pontos às 16h45, em alta de 1,48%, caminhando para fechar o dia com seu terceiro recorde consecutivo.
Enquanto isso, o dólar operou com leve volatilidade e encerrou o pregão em queda de 0,04%, cotado a R$ 5,3103.
O avanço expressivo do Ibovespa foi sustentado principalmente pelas apostas de que o Federal Reserve poderá iniciar cortes na taxa de juros ainda nos próximos meses. Nesta quinta-feira, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgou que os pedidos de seguro-desemprego recuaram para 191 mil na última semana — abaixo da expectativa de 221 mil solicitações. O número reforça a leitura de que o mercado de trabalho americano pode estar desacelerando, o que abriria espaço para políticas monetárias menos restritivas.
No cenário doméstico, o foco dos investidores foi o PIB do terceiro trimestre, divulgado pelo IBGE. A economia brasileira avançou apenas 0,1% entre julho e setembro, abaixo da expectativa de 0,2%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 1,8%.
Apesar da desaceleração, o resultado reacendeu debates sobre o possível início de cortes na taxa básica de juros pelo Banco Central — fator que tende a beneficiar empresas listadas na Bolsa e estimular investimentos.
No campo político, os mercados acompanharam a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que prevê, entre outros pontos, o pagamento de mais da metade das emendas parlamentares até o fim do primeiro semestre. A decisão foi vista pelos investidores como um movimento relevante no contexto fiscal e político do país.