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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta quinta-feira que espera que o Ocidente leve “a sério” o recente uso, por Moscou, de um míssil hipersônico na Ucrânia. Ele advertiu que a Rússia está pronta para utilizar “todos os meios” para se defender.
Os Estados Unidos e seus aliados “precisam entender que estamos dispostos a empregar todos os meios para impedir que tenham sucesso no que chamam de derrota estratégica da Rússia”, disse Lavrov em entrevista ao apresentador norte-americano Tucker Carlson, publicada nesta quinta-feira.
Duas semanas atrás, a Rússia lançou seu novo míssil hipersônico Oreshnik sobre a cidade ucraniana de Dnipro, marcando uma importante escalada na guerra que já dura quase três anos. Desde então, o presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou usar a arma contra Kiev, em resposta aos ataques ucranianos em território russo.
“Estamos enviando sinais e esperamos que o mais recente, feito há algumas semanas com o novo sistema de armas chamado Oreshnik, tenha sido levado a sério”, declarou Lavrov.
Embora tenha enfatizado que a Rússia não deseja escalar a situação e busca “evitar qualquer mal-entendido” com Washington e seus aliados, Lavrov alertou que “enviarão mais mensagens caso as conclusões necessárias não sejam tiradas”.
Putin afirmou que o míssil Oreshnik atinge velocidades 10 vezes superiores à do som e não pode ser interceptado pelas defesas antiaéreas existentes. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como o “último ato de loucura russa” e pediu uma atualização urgente nos sistemas de defesa aérea para enfrentar a nova ameaça.
Na semana passada, Putin não descartou a possibilidade de Moscou atacar centros de decisão em Kiev com o míssil hipersônico, caso os ataques ucranianos com armas ocidentais de longo alcance contra território russo continuem.
“Não descartamos o uso do Oreshnik contra instalações militares, da indústria bélica ou contra centros de decisão em Kiev, entre outros alvos”, afirmou o líder do Kremlin durante uma coletiva de imprensa em Astana, após participar de uma cúpula da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC).
Putin ainda destacou que as autoridades de Kiev continuam tentando atacar “instalações críticas” russas, incluindo localizações em Moscou e São Petersburgo. “Responderemos aos atos de agressão contra a Rússia. O como, quando e com quais armas será decidido pelo Ministério da Defesa da Rússia”, afirmou. Ele acrescentou que cada objetivo exige “um instrumento diferente”.
Sobre a disposição para negociações de paz, Putin afirmou que o surgimento do míssil Oreshnik “não mudou nada”.
“Nossa posição fundamental sobre a solução para a situação na Ucrânia permanece a mesma: a) no que diz respeito ao processo de negociação e b) claro, nos termos que estabeleci no meu discurso à liderança do Ministério das Relações Exteriores em junho deste ano”, declarou.
Naquela ocasião, Putin exigiu a retirada das tropas ucranianas dos territórios anexados pela Rússia — as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, e as regiões de Zaporizhzhia e Kherson —, além da neutralidade da Ucrânia, a desnazificação e desmilitarização do país, e a revogação de todas as sanções ocidentais.
(Com informações da AFP)

















































































