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🧡 Ver Ofertas na ShopeeUm roubo de “joias de valor inestimável” no Museu do Louvre, em Paris, levou ao fechamento completo do local neste domingo (18), segundo confirmou o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez. O ministro informou à rádio France Inter que os ladrões acessaram o Louvre “a partir do exterior, utilizando uma plataforma elevatória”, e que a operação, cuidadosamente planejada, “durou apenas sete minutos”.
Nuñez classificou o episódio como “um grande roubo” e explicou que o grupo de criminosos “havia realizado um reconhecimento prévio”, utilizando uma serra elétrica para cortar os vidros e entrar no edifício. A polícia isolou as entradas e as vias próximas diante da presença de milhares de turistas, cujas imagens circularam amplamente nas redes sociais após a evacuação e o fechamento imediato do museu.
Em comunicado na rede X (antigo Twitter), o Museu do Louvre confirmou o fechamento por “razões excepcionais”, mas não forneceu detalhes sobre o roubo nem sobre o impacto em sua programação.
De acordo com o jornal Le Parisien, os assaltantes invadiram o antigo palácio — o museu mais visitado do mundo — pela fachada voltada para o rio Sena, onde há obras em andamento. O grupo teria usado um elevador de carga de construção para chegar diretamente à Galerie d’Apollon, espaço onde estão expostas algumas das Joias da Coroa francesa.
Ainda segundo o jornal, os ladrões quebraram janelas e roubaram nove peças da coleção de joias de Napoleão e da imperatriz Eugênia. Uma das peças — supostamente a coroa da imperatriz — foi encontrada quebrada fora do museu. Ninguém ficou ferido durante o assalto.
Os objetos de pequeno porte representam um dos principais desafios de segurança do Louvre, devido à facilidade de transporte e ao altíssimo valor histórico e material. Embora o museu abrigue obras icônicas como a Mona Lisa, a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia, as peças mais visadas por ladrões costumam ser as de menor dimensão, especialmente as localizadas na Galerie d’Apollon, onde estão joias, peças de ourivesaria da Coroa francesa, amuletos e fragmentos arqueológicos do Egito e da Mesopotâmia. Essas peças, além do valor simbólico, despertam grande interesse no mercado negro de antiguidades.
O Louvre também guarda miniaturas, desenhos, gravuras, relicários medievais, medalhas e moedas antigas. Apesar de contar com sistemas de segurança avançados, a facilidade de movimentar certos objetos — especialmente os que estão em áreas de restauração ou depósito — cria desafios logísticos adicionais para sua proteção.
O museu possui um histórico de roubos marcantes. Em 1911, a Mona Lisa foi furtada por Vincenzo Peruggia, que escondeu a pintura sob o casaco e conseguiu sair do museu. O quadro foi recuperado dois anos depois, em Florença. Em 1983, duas peças de armaduras renascentistas foram roubadas e só recuperadas décadas mais tarde.
Atualmente, o Louvre conserva mais de 33 mil peças, que vão desde antiguidades mesopotâmicas até pinturas de mestres europeus. A Galerie d’Apollon, palco do roubo deste domingo, abriga alguns dos objetos mais emblemáticos da história francesa e pode receber até 30 mil visitantes por dia.

















































































