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As urnas foram oficialmente fechadas no Chile na noite deste domingo (16), encerrando um dos pleitos mais disputados e polarizados desde o retorno da democracia ao país. Milhões de eleitores participaram das eleições presidenciais e parlamentares, que ocorreram sob a retomada do voto obrigatório para cidadãos entre 18 e 65 anos — uma medida que deve elevar significativamente a participação em relação aos últimos anos.
Esta foi a nona eleição presidencial desde 1990, marcada por debates intensos sobre segurança pública, imigração e economia. Ao todo, oito candidatos disputam a sucessão de Gabriel Boric, atual presidente de esquerda, que enfrenta queda de popularidade.
Os principais nomes na corrida são:
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Jeannette Jara (Unidad por Chile, esquerda),
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José Antonio Kast (Partido Republicano, extrema direita),
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Johannes Kaiser (Partido Libertário Nacional, direita),
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Franco Parisi (Partido del Pueblo),
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Evelyn Matthei (Chile Vamos, centro-direita),
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além dos candidatos Marco Enríquez-Ominami, Eduardo Artés e Harold Mayne-Nicholls.
Pesquisas da Atlas/Intel divulgadas antes da votação apontavam Jara na liderança, com 33,2% das intenções de voto. Em seguida apareciam Kast e Kaiser empatados tecnicamente com 16,8%. Franco Parisi surgia com 14,2%, e Evelyn Matthei com 13,9%. Os demais candidatos registravam índices menores.
A votação começou às 9h (horário de Brasília) e terminou por volta das 18h, sem registros significativos de incidentes. Com o fechamento das urnas, a expectativa agora é por uma apuração rápida dos primeiros resultados oficiais.
De acordo com analistas e institutos de pesquisa, a tendência é que nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos, o que deve levar a disputa para um segundo turno marcado para 14 de dezembro.
A participação elevada, estimulada pela obrigatoriedade do voto, poderá influenciar o equilíbrio final da disputa, considerada uma das mais imprevisíveis das últimas décadas no país.