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O governo da Malásia anunciou nesta quarta-feira (3) que a busca pelo voo MH370 da Malaysia Airlines será retomada no dia 30 de dezembro de 2025, mais de uma década após o desaparecimento da aeronave.
O Boeing 777 desapareceu dos radares em 8 de março de 2014, durante o trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim, com 239 pessoas a bordo, incluindo cidadãos chineses, malaio, indonésios, australianos, além de passageiros de Índia, Estados Unidos, Holanda e França. Até hoje, o avião permanece sem localização, apesar de ter sido alvo da maior operação de rastreamento da história da aviação moderna.
Segundo o Ministério dos Transportes da Malásia, a nova fase da busca será conduzida pela empresa Ocean Infinity, focada em “uma área específica considerada com maior probabilidade de localizar a aeronave”. A empresa, sediada no Reino Unido e nos Estados Unidos, já liderou uma operação em 2018 que não encontrou o avião, mas agora aceitará reiniciar os trabalhos sob o mesmo modelo de pagamento: caso não haja achados, não há cobrança.
A busca anterior, liderada pela Austrália, percorreu 120 mil km² do Oceano Índico durante três anos, localizando apenas alguns fragmentos confirmados do avião. Em abril deste ano, a operação no sul do Índico foi suspensa por questões sazonais.
O ministério reforçou que a retomada da busca representa “o compromisso de oferecer um fechamento às famílias afetadas pela tragédia”. Familiares dos passageiros vinham solicitando uma nova missão que pudesse trazer respostas, especialmente no 11º aniversário do desaparecimento, em março, quando manifestantes em Pequim pediram justiça e cobraram explicações do governo malaio.
O desaparecimento do MH370 gerou diversas teorias, incluindo a hipótese de que o piloto Zaharie Ahmad Shah teria agido de forma deliberada. O relatório final de 2018 apontou falhas no controle de tráfego aéreo e indicou que a rota do avião foi alterada manualmente, mas não esclareceu quem teria efetuado a mudança nem os motivos.