O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã fez um alerta nesta segunda-feira (16) afirmando que pode atacar empresas dos Estados Unidos instaladas no Oriente Médio. Em comunicado divulgado no site oficial Sepah News, o grupo pediu que funcionários dessas companhias deixem imediatamente as áreas onde trabalham.
“Solicitamos aos empregados de empresas americanas que abandonem essas regiões imediatamente. Essas áreas em breve serão atacadas pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica”, afirmou a organização no comunicado.
A mensagem não especifica quais companhias seriam alvo das ações. No entanto, a agência iraniana Tasnim divulgou recentemente em redes sociais uma lista de possíveis alvos. Entre as empresas mencionadas estão Amazon, Google, Microsoft e Nvidia, que possuem escritórios em países do Golfo.
O aviso ocorre em meio ao aumento das tensões na região, após operações militares realizadas pelos Forças Armadas dos Estados Unidos contra infraestrutura iraniana.
De acordo com o comandante do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), almirante Brad Cooper, os ataques recentes têm como objetivo enfraquecer a indústria militar iraniana. Segundo ele, mais de 100 embarcações ligadas ao Irã já foram destruídas nas operações, que devem continuar nos próximos dias.
“Uma coisa é se defender atacando lançadores e interceptando mísseis e drones. Outra é eliminar toda a estrutura de produção por trás dessas armas. É exatamente isso que estamos fazendo agora”, afirmou o comandante.
Cooper também disse que os bombardeios atingiram centros de produção de armamentos, depósitos militares e fábricas ligadas à fabricação de drones navais e torpedos.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou no fim de semana que mais de 65 embarcações da marinha iraniana foram destruídas desde o início da operação militar chamada Operação Fúria Épica.
Segundo ela, cerca de 6 mil alvos no território iraniano já foram atingidos pelas forças americanas. Leavitt afirmou ainda que a ofensiva reduziu em cerca de 90% a capacidade do Irã de lançar mísseis e em 95% sua capacidade de utilizar drones.
A porta-voz acrescentou que as operações continuarão até que todos os objetivos definidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sejam alcançados.