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As Forças de Defesa de Israel (FDI) intensificaram nesta terça-feira sua ofensiva em dois fronts simultâneos, realizando ataques aéreos em massa contra sistemas de defesa no coração do Irã e ampliando operações terrestres no sul do Líbano. O objetivo da campanha é enfraquecer a capacidade de resposta de Teerã e estabelecer uma zona de segurança permanente na fronteira norte de Israel.
Nas últimas 24 horas, a Força Aérea israelense realizou mais de 230 ataques direcionados especificamente às infraestruturas do regime iraniano. De acordo com comunicados oficiais, acompanhados de mapas e imagens de precisão, os bombardeios tiveram como alvo os sistemas de defesa aérea em Teerã. O comando militar declarou que a ação busca neutralizar a proteção do espaço aéreo iraniano, facilitando futuras incursões e enfraquecendo o controle do regime sobre ativos estratégicos.
Paralelamente, no sul do Líbano, a 91ª Divisão das FDI intensificou operações terrestres. Segundo o último relatório militar, dezenas de combatentes do Hezbollah foram eliminados em confrontos diretos. Entre as ações destacadas, a Brigada Givati localizou e neutralizou, com fogo de artilharia, dois grupos operacionais do grupo libanês, resultando na morte de seis milicianos, sem baixas nas fileiras israelenses.
A Unidade de Interceptação 869 também identificou e eliminou dois atacantes que abriram fogo contra tropas israelenses, contando com apoio aéreo para encerrar a operação em poucos minutos. As FDI confirmaram ainda a destruição de postos de observação do Hezbollah, utilizados para monitorar o movimento das tropas de Tel Aviv.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o plano operacional inclui o controle total da área ao sul do rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira, criando uma “zona de amortecimento”. Katz ressaltou que o retorno de aproximadamente 600 mil libaneses que fugiram da região não será permitido até que a segurança do norte de Israel seja garantida permanentemente. O plano também prevê a demolição de casas em aldeias libanesas fronteiriças que, segundo Israel, foram transformadas em infraestrutura de combate. Katz afirmou que o modelo adotado será semelhante ao de Rafah e Beit Hanún, em Gaza.
Apesar do avanço, a intensificação da ofensiva terrestre teve um alto custo humano para as forças israelenses. Na segunda-feira, quatro soldados morreram no setor ocidental do sul do Líbano, o incidente mais letal desde o início desta fase da operação.
O contexto da escalada envolve também a guerra aberta entre Estados Unidos e Irã, que já afeta a economia global. Enquanto Israel ataca território iraniano, o Pentágono confirmou o foco na destruição de ativos navais e laboratórios de pesquisa nuclear de Teerã. “Não queremos fazer militarmente mais do que o necessário, mas negociaremos com bombas”, declarou o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em pronunciamento no Pentágono.
A ofensiva gerou uma crise humanitária e diplomática de grande magnitude. O ACNUR informou que mais de 200 mil pessoas cruzaram do Líbano para a Síria apenas em março, principalmente cidadãos sírios retornando a um país devastado pela guerra civil.
No campo diplomático, o conflito tensiona relações entre aliados ocidentais. O governo da Itália confirmou nesta terça-feira que mantém relação “sólida” com Washington, apesar de ter rejeitado recentemente uma solicitação para que aviões militares dos EUA utilizassem a base de Sigonella, na Sicília, em operações no Oriente Médio. Roma argumentou que cada pedido é avaliado caso a caso, exigindo transparência sobre a natureza das missões, principalmente quando envolvem bombardeiros estratégicos.