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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Colômbia registrou mais de 60 réplicas do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10), segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC). Os tremores secundários, registrados ao longo da noite de segunda e da madrugada desta terça-feira (11), mantiveram a população em alerta e dificultaram as operações de resgate nas regiões mais afetadas.
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De acordo com o monitoramento em tempo real do SGC, dois dos tremores mais sentidos pela população ocorreram na madrugada de terça: às 4h52 (horário local), um abalo de magnitude 2,7 foi registrado em Aranzazu (Caldas); e às 4h31, outro tremor de 2,9 atingiu Sipí (Chocó).
Outras réplicas foram registradas no mesmo período: um abalo de 3,1 no Oceano Pacífico, próximo a Mosquera (Nariño); um de 3,2 em Istmina (Chocó), às 2h52; e, à 0h54, San José del Palmar — epicentro do grande terremoto de segunda — voltou a tremer com um abalo de magnitude 3,0.
Por que a Colômbia treme tanto?
O coordenador da Rede Sismológica Nacional da Colômbia, Freddy Tovar, explicou que o país apresenta alta atividade devido à sua localização sobre placas tectônicas e falhas ativas. A Colômbia está em uma das regiões geologicamente mais complexas do mundo, onde as placas de Nazca e Sul-Americana se encontram.
“O que ocorre é um processo de subdução, em que uma dessas placas afunda por baixo da outra. Esse movimento gera atrito e um acúmulo de energia que, após anos, chega a um ponto limite e é liberada. Essa liberação é o que conhecemos como terremoto”, afirmou o especialista.
Segundo Tovar, o país registra cerca de 2.500 abalos sísmicos por mês graças a essa condição, mas a grande maioria não é percebida pela população. A Rede Sismológica conta com mais de 200 estações de monitoramento constantes.
Energia do tremor principal
O especialista destacou que, em terremotos de alta magnitude como o de 7,4, a energia liberada atravessa a crosta terrestre e afeta extensas zonas, mesmo que o sismo ocorra a grandes profundidades.
“Uma magnitude tão alta faz com que a energia não se dissipe totalmente na viagem até a superfície. Grande parte dela chega à crosta superficial, e é isso o que sentimos em quase todo o território nacional”, detalhou.
Limites da ciência
Sobre a possibilidade de prever novos tremores, Tovar reconheceu que antecipar sismos e suas réplicas ainda é um desafio intransponível para a ciência. “Até hoje, não existe nenhum conceito, teoria ou método que nos permita fazer esse tipo de previsão”, afirmou.
O coordenador também esclareceu que o terremoto de segunda-feira não tem relação direta com a atividade vulcânica recente na região. O SGC mantém o monitoramento constante e envia alertas ao Sistema Nacional de Gestão de Risco de Desastres enquanto as buscas por sobreviventes continuam nas áreas mais atingidas.



















































































