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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO governo dos Estados Unidos comunicou que não tem planos de retomar as negociações comerciais com o Canadá após a entrada em vigor, a partir da meia-noite deste sábado (22), de novas tarifas de 50% sobre importações canadenses. A medida marca uma forte escalada nas tensões entre os dois países e coincide com o anúncio de Ottawa de que aplicará retaliações de igual valor.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou em entrevista à Fox News que “não há novas conversas previstas com os canadenses”. Greer declarou que a política do presidente Donald Trump está focada em repatriar a produção e proteger os empregos americanos: “Enquanto o presidente Trump implementou uma política comercial destinada a repatriar a produção para os Estados Unidos e proteger os empregos americanos, dois países tomaram represálias contra os Estados Unidos: a República Popular da China e o Canadá”, detalhou.
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Responsabilidade pelo fracasso das negociações
Greer atribuiu ao Canadá a responsabilidade pelo impasse recente e afirmou que Washington ofereceu condições favoráveis ao país vizinho, incluindo a redução de tarifas sobre produtos sensíveis como aço, automóveis e madeira. “Sempre contaram com as melhores condições e teriam continuado a desfrutar de um tratamento ainda melhor, mas não quiseram aceitar”, declarou.
A ruptura das conversas permitiu a aplicação imediata das novas alíquotas americanas, que afetam produtos canadenses no valor aproximado de US$ 20 bilhões, incluindo itens que cumprem as regras do USMCA (Tratado entre Estados Unidos, México e Canadá).
Retaliação canadense e ameaça energética
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou que seu governo responderá com tarifas equivalentes de 50% a partir de 8 de setembro. “Não podemos aceitar o que ofereceram, nem daremos o que pediram”, declarou em pronunciamento na TV neste sábado.
As retaliações canadenses vão mirar setores como aço, laticínios, maquinário agrícola, eletrodomésticos, macarrão e massas alimentícias, papel e eletrônicos. Carney advertiu que o Canadá dispõe de ferramentas para impactar a economia americana, especialmente no setor de energia: “O Canadá impulsiona o crescimento americano, fornecendo 99% das importações de gás natural, 85% das importações de eletricidade e 60% das importações de petróleo bruto. Não acredito que queiram que paremos de enviar toda essa energia”, afirmou.
Carney classificou as medidas americanas como ações projetadas para “prejudicar e dividir a sociedade canadense” e destacou que os acordos foram frustrados por exigências consideradas “inaceitáveis” na área automotiva e na limitação da soberania comercial do país.
Reações políticas
Nos Estados Unidos, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, crítico da administração Trump, reagiu nas redes sociais: “Nosso aliado mais próximo. Nosso principal parceiro comercial. E Trump está impondo tarifas de 50% sobre o Canadá. O que estamos fazendo?”.
Já o presidente Donald Trump justificou a elevação das tarifas como resposta ao que considera “contínua discriminação” por parte de Ottawa e um tratamento desleal ao comércio americano.

















































































